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Por que Hortaliças Feias São Rejeitadas sem Motivo? Especialista Explica

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2026

A rejeição de hortaliças com pequenas imperfeições visuais está entre as principais causas do desperdício de alimentos no Brasil. Manchas superficiais, coloração desigual ou formatos irregulares, em geral, não afetam a qualidade, nem impedem o consumo. Ainda assim, esses produtos costumam ser descartados antes de chegar à mesa do consumidor.

Essas alterações na aparência são, na maioria das vezes, resultado de fatores naturais, como sol intenso, chuvas e vento, ou de práticas de cultivo com menor uso de produtos químicos. Apesar disso, as hortaliças permanecem próprias para o consumo, mantendo frescor e valor nutricional.

Para esclarecer essa relação entre aparência e qualidade, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Hortaliças (Embrapa) reuniu características que ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes. A proposta é diferenciar o que é apenas um desvio estético do que realmente compromete o alimento.

Quando a aparência não importa

Durante as compras, o consumidor costuma escolher a hortaliça principalmente pela aparência. Cor, tamanho e formato são usados como indicadores de qualidade, mas somente a aparência não define se um produto é melhor. 

Uma hortaliça de boa qualidade deve apresentar:

  • Sabor, aroma e textura agradáveis, atributos que compõem a qualidade sensorial.
  • Teores adequados de vitaminas, sais minerais e fibras, que caracterizam a qualidade nutricional
  • Estar livre de microrganismos causadores de doenças, o que define a qualidade microbiológica.

As chamadas “hortaliças feias” com diferenças visuais, não comprometem o sabor nem o valor nutricional, e o consumo não oferece riscos à saúde.

Já a hortaliça danificada é aquela cuja aparência foi prejudicada pela falta de cuidados após a colheita. Entre os problemas estão exposição prolongada ao sol, lesões físicas, baixa umidade e altas temperaturas. Nessas condições, há perda de sabor, textura e valor nutricional, além do aumento do risco de contaminação.

Quando a aparência é importante

A “feiura que importa” resulta da falta de cuidados na colheita, no transporte e na comercialização. Isso inclui: 

  • Machucar o produto;
  • Expô-lo ao sol ou altas temperaturas;
  • Armazená-lo em superfícies ou embalagens sujas;
  • Colheita fora do ponto ideal.

Nessas situações, são comuns hortaliças rachadas, murchas e com alterações de cor relacionadas ao envelhecimento. O amarelecimento e o escurecimento são sinais claros de perda de qualidade, tornando o produto menos saboroso e nutritivo.

O que define qualidade ?

A pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Milza Lana, explica que o manuseio inadequado compromete rapidamente a qualidade das hortaliças, tornando-as menos saborosas e nutritivas. Por outro lado, a aparência não é um critério definitivo: mesmo consideradas “feias”, muitas mantêm suas qualidades nutricionais.

De acordo com o informativo, o descarte só é recomendado quando há sinais evidentes de deterioração, como mofo, cheiro forte, murchamento excessivo ou apodrecimento. Nos demais casos, a retirada das partes danificadas costuma ser suficiente para garantir o consumo seguro.

Valorizar a diversidade de formas e cores naturais vai além da estética. A atitude fortalece cadeias produtivas mais sustentáveis, reduz o desperdício de alimentos e amplia o acesso da população a uma alimentação saudável.

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Fonte: primeirapagina

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