A Polícia Federal prendeu dois suspeitos de integrar um esquema de tráfico interestadual de drogas com ramificação em Barra do Garças, em Mato Grosso. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na sexta-feira (27), em Goiânia (GO), por determinação da 3ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças.
As detenções são desdobramento da Operação Fishy Business, deflagrada na quarta-feira (25/2) com foco na desarticulação de um grupo criminoso envolvido no transporte de entorpecentes entre estados. Após a fase inicial da operação, novas diligências levaram à identificação e localização dos investigados.
De acordo com informações da própria PF, o grupo utilizava uma estratégia para dificultar a fiscalização nas estradas. As viagens eram realizadas sob a aparência de transporte regular de cargas lícitas, principalmente pescados. A atividade comercial servia como fachada para ocultar a droga.
Segundo as investigações, a cocaína era escondida em fundos falsos instalados nos ônibus utilizados pela empresa ligada ao esquema. A adaptação clandestina permitia que as remessas ilícitas circulassem com menor risco de detecção durante abordagens e fiscalizações de rotina. O uso de compartimentos ocultos indica, conforme apurado pelos investigadores, uma estrutura organizada e planejada para manter a operação ativa entre diferentes estados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais na fase inicial da operação, foram apreendidos materiais que agora serão submetidos à perícia. A análise técnica deve aprofundar a identificação da cadeia logística utilizada pelo grupo, além de esclarecer as rotas empregadas e possíveis ramificações em outras unidades da federação. A expectativa é que os laudos auxiliem na consolidação das provas reunidas até o momento.
As prisões realizadas em Goiânia contaram com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (FICCO/GO) e da Polícia Militar do Estado de Goiás. A atuação conjunta reforça o caráter interestadual da investigação, que segue em andamento.
Os dois presos permanecem à disposição da Justiça. Conforme a Polícia Federal, as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e mapear toda a extensão do esquema. As informações foram divulgadas oficialmente pela PF.
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Fonte: cenariomt






