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COP15 aprova medidas para proteção das espécies da Amazônia: O que isso significa para a preservação da biodiversidade na região?

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2026

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) aprovou um conjunto de medidas voltadas à proteção de espécies aquáticas e semiaquáticas da Amazônia. Entre as decisões, estão o Plano de Ação para Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e a inclusão da ariranha na lista de espécies protegidas pela Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

A iniciativa, liderada pelo Brasil com participação de Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, por meio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), busca preservar habitats e garantir a conectividade dos rios amazônicos, fundamentais para o ciclo de vida de diversas espécies.

O plano contempla ações como pesquisas científicas, monitoramento das rotas migratórias, integração de políticas públicas entre países e incentivo à pesca sustentável, além de promover a participação de comunidades locais e indígenas na conservação.

Especialistas destacam que a medida também contribui para a segurança alimentar das populações que dependem desses ecossistemas. Grandes bagres, como a dourada e a piramutaba, são considerados espécies indicadoras da saúde dos rios, pois percorrem longas distâncias em águas livres para se reproduzir.

Outro ponto de atenção é a necessidade de ampliar o conhecimento científico sobre essas espécies e enfrentar ameaças como a construção de barragens e outras atividades humanas de alto impacto, que comprometem a biodiversidade aquática.

Proteção da ariranha

A conferência também aprovou a inclusão da ariranha na lista de espécies ameaçadas de extinção da CMS. O animal, considerado a maior lontra do mundo, habita regiões alagadas da Amazônia e do Pantanal.

A espécie já sofreu forte pressão devido à caça predatória, especialmente para o comércio de peles, o que levou à sua extinção em algumas áreas da América do Sul. Com a nova classificação, a ariranha passa a contar com maior proteção internacional.

A decisão reforça a necessidade de ações conjuntas entre países para garantir a sobrevivência da espécie e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, ampliando os esforços de conservação na região amazônica.

Fonte: cenariomt

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