O recuo é drástico quando comparado aos períodos anteriores: uma baixa de 16,1% em relação a janeiro de 2026 e uma desvalorização real de 20% em comparação a fevereiro de 2025, quando o quilo era negociado a R$ 8,66.
Desarranjo interno e retração da indústria
De acordo com pesquisadores do Cepea, o principal motivo para esse movimento de queda é o descompasso entre a oferta disponível e a demanda industrial. Houve uma retração significativa na procura por lotes de animais no mercado independente por parte dos frigoríficos, o que gerou um excedente de oferta interna e pressionou as cotações para baixo.
A preocupação não reside no consumo direto — já que a região não é um destino prioritário para a carne suína devido a questões religiosas —, mas sim na logística global. Os principais riscos apontados pelo setor são:
- Bloqueio de Canais Estratégicos: O fechamento de rotas marítimas essenciais para o escoamento da produção brasileira rumo à Ásia.
- Custos Operacionais: Aumento imediato nos valores de fretes internacionais.
- Seguros Marítimos: Encarecimento das apólices de seguro devido ao risco de guerra, o que impacta a rentabilidade das exportações.
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Fonte: cenariomt






