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Evento em Campo Grande reconhece produtos de mulheres rurais: destaque e valorização

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O Mercado Escola da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FMS) realizou neste sábado (7), em Campo Grande, o 2º Café da Manhã das Mulheres na Agricultura Familiar. O encontro reuniu produtoras rurais, artesãs e representantes de instituições para discutir o papel das mulheres na produção de alimentos e no fortalecimento da agricultura familiar.

Com o tema “Mulheres que Alimentam o Brasil: Protagonismo Feminino na Agricultura Familiar”, o evento trouxe rodas de conversa e palestras sobre acesso a mercados, regularização de produtos e capacitação no campo.

A coordenadora de Compras Institucionais da Secretaria de Agricultura Familiar da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Maria Tainara Soares Carneiro, palestrou sobre a importância da regularização dos produtos para a ampliação das oportunidades de venda.

“Quando o produtor regulariza o seu produto, ele consegue agregar valor, ampliar os canais de comercialização e ter maior tempo de durabilidade para seus produtos, além de vender com mais segurança”, afirmou.

Segundo ela, programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) são importantes ferramentas para garantir mercado à produção da agricultura familiar.

A supervisora da Assistência Técnica e Gerencial (Ateg) em Bovinocultura de Leite do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Natália Leite Pinheiro, também palestrou. Em sua fala, ela reforçou o papel das mulheres dentro das propriedades rurais, destacando como desempenham papéis vitais que vão desde a gestão administrativa até o trabalho direto no campo.

“Muitas vezes a mulher está fazendo muito dentro da propriedade rural, mas ainda não se enxerga nesse papel tão fundamental. A mulher é multiplicadora e influencia toda a família”, disse.

Mulheres que produzem

Entre as participantes, a artesã indígena Sebastiana Batista, da etnia Terena, que vende peças de cerâmica no Mercado Escola, destacou a importância do espaço para quem está começando e ressaltou seu amor pelo trabalho com a argila.

“O Mercado Escola é muito importante para quem está começando, porque é um incentivo para continuar trabalhando e gerar renda. Quando eu parei de trabalhar, meu Deus, parecia que eu ia enlouquecer, e a cerâmica virou minha terapia. Eu amo mexer com isso, na hora que eu abro meu olho já tô mexendo”, afirmou.

Já a produtora rural Ingrid Naiara da Silva Pires, do assentamento São João, em Nova Andradina (MS), concilia o trabalho na roça com a maternidade enquanto constrói a produção da família. Segundo ela, os eventos e iniciativas como o Mercado Escola e o ProSemeia UFMS são importantes, pois reconhecem os pequenos produtores.

“É muito importante porque a gente vê que está sendo reconhecida, se não fosse esses tipos de eventos, a gente ia estar parada no tempo”, afirmou.

Quando questionada sobre os desafios, Ingrid apontou a falta mão de obra na região e a dificuldade da vida no campo sendo mãe e mulher.

“Não é fácil, mas independente de tudo a gente é guerreira, a gente se esforça. É só não parar que a gente chega onde quer chegar”, concluiu.

Sobre o Mercado Escola

O Mercado Escola conta atualmente com 34 expositores credenciados, entre produtores individuais, associações e coletivos, que comercializam seus produtos semanalmente no espaço. O programa apoia a produção familiar também com o acompanhamento técnico por até 12 meses, com foco em ampliar o acesso a mercados formais.

“O programa oferece não só o espaço para venda, mas também treinamento e acompanhamento para que os produtores desenvolvam autonomia e consigam acessar outros mercados”, explicou a coordenadora do programa Mercado Escola da UFMS, Aline Gomes da Silva.

Fonte: primeirapagina

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