O mercado de câmbio brasileiro inicia esta segunda-feira, 2 de março de 2026, monitorando de perto o cenário de inflação doméstica e as crescentes tensões geopolíticas. O dólar comercial começou o dia cotado a R$ 5,1310, mantendo a tendência de estabilidade observada no fechamento da última sexta-feira.
A valorização do Real tem sido sustentada pelo diferencial de juros atrativo no Brasil e por dados de inflação que, apesar de mistos, mostram alívio nos preços ao produtor.
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Radar da Semana: O que mexe com o seu bolso
O cenário para o Real permanece positivo no curto prazo, impulsionado pela queda do IGP-M em fevereiro, que registrou a segunda maior retração para um primeiro bimestre desde 1989. Esse movimento sinaliza uma inflação mais comportada, o que favorece a entrada de capital estrangeiro.
Entretanto, dois fatores externos podem atuar como freio para a valorização da moeda brasileira:
- Conflito no Oriente Médio: A escalada entre EUA e Irã aumenta a aversão global ao risco, fazendo investidores buscarem refúgio no dólar e no ouro.
- Juros nos EUA: Declarações do Fed indicam que o combate à inflação americana (próxima de 3%) ainda não terminou, o que pode fortalecer a moeda norte-americana globalmente.
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Fluxo Cambial no Brasil (Até 20/02)
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O impacto da inflação e do Copom
A expectativa do mercado gira em torno da próxima reunião do Copom. Embora exista a previsão de cortes na taxa Selic, o diferencial de juros brasileiro em relação aos países desenvolvidos ainda é visto como um porto seguro para o capital financeiro, que registrou entrada líquida de US$ 2,1 bilhões apenas na penúltima semana de fevereiro.
Fique atento: a volatilidade deve aumentar nos próximos dias conforme novos dados de confiança do consumidor nos EUA e desdobramentos da crise no petróleo forem divulgados.
Fonte: cenariomt






