Cenário Agro

Preço das frutas nas Ceasas tem queda em janeiro, aponta estudo Prohort/Conab

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Quatro das cinco frutas mais comercializadas nas principais Centrais de Abastecimento do país ficaram mais baratas em janeiro. É o que mostra o 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, banana, laranja, mamão e melancia registraram queda na média ponderada de preços na comparação com dezembro. Entre as hortaliças, batata e cebola também acompanharam o movimento de recuo.

Melancia lidera quedas

A maior redução foi observada na melancia, com retração de 29,96% na média ponderada. Mesmo diante de fatores que limitaram a oferta — como a redução da safra paulista, o ritmo mais lento da produção gaúcha, a oferta estável no sul da Bahia e a entressafra em Goiás — a menor demanda, especialmente na Ceasa do Rio de Janeiro, pressionou os preços para baixo.

O mamão apresentou queda de 11,04%, reflexo do aumento da oferta, principalmente da variedade papaya, oriunda do norte do Espírito Santo, e do formosa produzido no sul da Bahia.

Já a banana teve redução média de 8,99%, influenciada pela maior disponibilidade da variedade nanica. As temperaturas mais elevadas aceleraram o amadurecimento da fruta e, combinadas com chuvas regulares, favoreceram o enchimento e a qualidade dos cachos.

No caso da laranja, a diminuição média foi de 4,83%, com destaque para os entrepostos de Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%), onde a maior oferta local contribuiu para a queda nas cotações.

Batata e cebola também recuam

Entre as hortaliças, a batata registrou redução de 11,75% na média ponderada. A maior oferta, impulsionada pela safra das águas, reforçou o abastecimento e ajudou a manter os preços em patamar mais baixo.

A cebola apresentou queda de 11,01% — movimento considerado incomum para o período. O resultado foi motivado, principalmente, pelo aumento da oferta proveniente de Santa Catarina, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.

Alface, cenoura, tomate e maçã sobem

Em sentido oposto, alface, cenoura, tomate e maçã ficaram mais caros em janeiro.

A alface liderou as altas, com aumento de 36,56% na média ponderada. As chuvas nas regiões produtoras dificultaram a colheita, provocaram perdas no campo, comprometeram a qualidade do produto e reduziram sua vida útil. Além disso, o excesso de precipitações restringiu novos plantios, impactando a oferta nas semanas seguintes.

A cenoura teve elevação de 8,55%, associada à redução de 9% na oferta. Apesar da alta mensal, os preços ainda permanecem abaixo dos registrados em janeiro de 2025.

O tomate subiu 9,46%, refletindo a diminuição das áreas com frutos em ponto de colheita e o menor volume comercializado na maioria das Ceasas, o que pressionou os valores.

A maçã também apresentou alta de 7,75%, diante da menor disponibilidade nos mercados. A redução da oferta está relacionada ao fim dos estoques armazenados em câmaras frias de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, à menor oferta da variedade eva do Paraná e ao encerramento do pico da safra paulista. A alta só não foi maior devido à demanda mais contida.

Exportações recuam em volume, mas faturamento cresce

No mercado externo, o Brasil exportou 98,44 milhões de toneladas de frutas em janeiro de 2026, volume 12% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Apesar da queda no volume, o faturamento alcançou US$ 112 milhões (FOB), alta de 4,4% na comparação anual. Mesmo com retração nas vendas de melões, limões, uvas e melancias, o setor iniciou 2026 com desempenho considerado positivo, especialmente nas exportações para Europa e Ásia, após os recordes alcançados ao longo de 2025.

Fonte: cenariomt

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