O Ministério da Saúde decidiu ampliar o uso do antibiótico doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o medicamento também poderá ser utilizado como medida preventiva após possível exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST).
A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. O documento estabelece que a doxiciclina poderá ser usada como profilaxia pós-exposição para prevenir infecções bacterianas como sífilis e clamídia.
Segundo o ministério, a ampliação do uso do medicamento foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). As áreas técnicas da pasta terão um prazo máximo de 180 dias para implementar a oferta do tratamento preventivo na rede pública.
Entenda as infecções
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença é exclusiva do ser humano e tem cura, mas pode apresentar diferentes manifestações clínicas ao longo do tempo, divididas em estágios como primário, secundário, latente e terciário.
A transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais sem proteção — sejam elas orais, vaginais ou anais — quando há contato com lesões infectadas. Também pode ocorrer a transmissão vertical, quando a infecção é passada da gestante para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto.
Já a clamídia é outra infecção sexualmente transmissível que, na maioria dos casos, provoca infecção nos órgãos genitais. A doença também pode afetar a garganta e os olhos e atinge tanto homens quanto mulheres sexualmente ativos.
Assim como a sífilis, a clamídia é transmitida principalmente por contato sexual anal, oral ou vaginal, além da possibilidade de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação. O Ministério da Saúde ressalta que a infecção não é transmitida por transfusão de sangue, mas recomenda que pessoas infectadas informem os profissionais de saúde caso pretendam doar sangue.
Fonte: cenariomt





