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Vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes reumáticos, aponta estudo

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2026

Um estudo inédito conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) aponta que a vacina contra o herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas autoimunes — um grupo historicamente considerado mais vulnerável a infecções.

A pesquisa acompanhou mais de mil pessoas diagnosticadas com condições como artrite reumatoide e lúpus. Os resultados indicam que a imunização não provoca agravamento do quadro clínico nem aumenta a frequência de crises da doença.

Além da segurança, o estudo também demonstrou alta eficácia: cerca de 90% dos participantes desenvolveram anticorpos após a aplicação das duas doses, evidenciando boa resposta imunológica.

Os efeitos adversos observados foram, em sua maioria, leves e transitórios, como dor no local da aplicação e episódios de febre.

Especialistas destacam que a vacinação é especialmente relevante para esse público, já que as doenças reumáticas e seus tratamentos podem comprometer o sistema imunológico, elevando o risco de complicações.

O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, é causado pelo vírus varicela-zóster — o mesmo da catapora — e pode provocar dores intensas e lesões na pele.

Apesar dos resultados positivos, o estudo alerta que o uso de medicamentos imunossupressores, como rituximabe e micofenolato de mofetila, pode reduzir a resposta à vacina, o que reforça a necessidade de avaliação médica individualizada.

Atualmente, a vacinação contra herpes-zóster é recomendada principalmente para pessoas com 50 anos ou mais, especialmente aquelas com maior risco de desenvolver a doença.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica The Lancet Rheumatology.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: primeirapagina

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