A ação foi mais uma etapa da Operação Energia Limpa, realizada por equipes das forças de segurança do Estado e da Energisa. Durante a inspeção técnica, os profissionais identificaram um transformador ligado diretamente à rede elétrica, sem qualquer sistema de medição. Na prática, a instalação permitia o consumo de energia sem registro.
O engenheiro eletricista responsável pela obra esteve no local durante a fiscalização e assumiu ter realizado a ligação do transformador diretamente na rede elétrica. Diante do flagrante, ele foi conduzido à Central de Flagrantes de Cuiabá para os procedimentos legais.
“Quando a fraude ou o furto de energia Ă© confirmado durante as inspeções, o responsável Ă© encaminhado Ă delegacia. Esse trabalho conjunto com as forças de segurança Ă© essencial para combater um crime que causa prejuĂzos ao sistema elĂ©trico e coloca pessoas em risco”, afirma Luciano Lima, gerente da Energisa Mato Grosso.
Com o novo flagrante, Mato Grosso chega a 53 pessoas presas em 2026 por crimes relacionados ao furto ou fraude de energia elĂ©trica, resultado de fiscalizações realizadas em diferentes municĂpios do Estado.
Nos últimos dias, outras cinco prisões também foram registradas durante operações em Alta Floresta e Várzea Grande.
Em Alta Floresta, na quarta-feira (11), a dona de um mercado foi presa em flagrante após técnicos identificarem fraude no medidor de energia do estabelecimento. O equipamento havia sido perfurado para impedir o registro correto do consumo.
Já em Várzea Grande, na terça-feira (10), dois comerciantes foram presos. Eles sĂŁo proprietários de uma garagem de veĂculos e de uma conveniĂŞncia com lava-jato, estabelecimentos vizinhos que estavam ligados diretamente Ă rede elĂ©trica, sem medidor.
Outra fiscalização realizada no municĂpio, no dia 7 de março, resultou em duas prisões em uma kitnet no bairro Cristo Rei. No imĂłvel, trĂŞs apartamentos estavam conectados diretamente Ă rede elĂ©trica, sem qualquer sistema de medição.
Além de crime, o furto de energia representa riscos graves à segurança da população. Ligações clandestinas podem provocar sobrecarga na rede, curtos-circuitos e até incêndios.
A população pode denunciar de forma anônima pelo 190, 181 ou pelos canais oficiais da concessionária de energia.
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Fonte: Olhar Direto





