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Advogado é preso por utilizar veículo da Polícia Civil indevidamente, sob responsabilidade de delegada

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Via @portalg1 | Um advogado, de 38 anos, foi preso nesta terça-feira (10) após ser flagrado conduzindo uma viatura oficial descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. O homem, identificado como Renan Rachid Silva Vieira, utilizava o veículo de sua esposa, a delegada da PC Wanessa Santana Martins Vieira, também de 38 anos, para se deslocar ao trabalho.

g1 procurou a defesa de Renan Rachid e Wanessa Santana e aguarda retorno.

A ação foi resultado de uma operação da Casa Corregedora da PC, motivada por denúncias anônimas que apontavam o uso indevido do bem público para fins pessoais.

Em nota a Polícia Civil informou que os dois foram presos, acusados pelo crime de peculato. Renan foi encaminhado ao sistema prisional e Wanessa à Casa de Custódia da Polícia Civil. As investigações prosseguem.

Abordagem ocorreu durante uma blitz

Segundo a PM, a abordagem ocorreu durante uma blitz estrategicamente montada na pista exclusiva para transporte coletivo e veículos oficiais na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha. Ao identificarem o carro com as características descritas nas denúncias, recebidas pela Corregedoria e pela Ouvidoria do Estado em fevereiro, os agentes deram ordem de parada.

No momento da abordagem, Renan Rachid apresentou sua carteira da OAB. Ao constatarem que o motorista não possuía qualquer vínculo com o serviço público, os policiais efetuaram a condução do advogado e a apreensão do veículo, que foi encaminhado para perícia técnica na Diretoria de Transportes da instituição.

Veículo estava sob responsabilidade de delegada

A investigação aponta que o privilégio ilícito teria origem familiar. Segundo a PM, a apuração aponta que o advogado é casado com uma delegada Wanessa, que seria a responsável legal pela viatura.

Enquanto o advogado era abordado na avenida, uma equipe da Corregedoria deslocou-se simultaneamente até a residência da delegada. Ela foi formalmente informada sobre o ocorrido e conduzida à sede da unidade policial para prestar esclarecimentos sobre como e por que o veículo oficial estava sob posse de seu cônjuge.

Por Francielly Santiago, Maria Carolina Martins — Belo Horizonte
Fonte: @portalg1

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