Se você já ficou parada na frente do açougue, encarando as etiquetas e tentando decidir se coxão mole é bom para carne de panela, respira. Essa dúvida é mais comum do que parece.
E a resposta não é só “sim” ou “não”. Depende do que você espera da carne, do tempo que tem e do jeito que gosta da textura no prato.
Coxão mole é bom para carne de panela?
Sim, coxão mole é bom para carne de panela. O que confunde muita gente é que o coxão mole é um corte relativamente magro.
Isso faz com que algumas pessoas esperem o mesmo resultado de cortes com mais colágeno, como acém e músculo, que brilham por si.
Só que o coxão mole, quando cozido com calma, entrega um resultado macio e suculento, desde que você ofereça o ambiente certo: líquido, calor contínuo e algum tempo de descanso no próprio caldo.
Outra vantagem? Ele desfia fácil quando chega no ponto certo. Então, se você quiser usar sobras para montar um sanduíche, mexer com legumes ou até improvisar uma massa daquelas rápidas depois, o coxão mole responde super bem.
E, claro, você economiza tempo em relação a cortes mais firmes, o que ajuda muito nos dias corridos.
Agora, um detalhe importante: por ser mais magro, é fácil deixar a carne secar se você tentar acelerar o processo. Então, nada de fogo alto enlouquecido.
O truque é manter a panela “em paz”, sabe? Um cozimento que não levanta fúria, mas resolve. Quando você abre a tampa e sente aquele cheiro de caldo encorpado, sabe que está no caminho.
No fim das contas, o coxão mole é tipo aquela amiga prática: não fica fazendo firula, mas entrega presença.
Receita de carne de panela com coxão mole suculento
Agora que a dúvida principal está respondida, isto é, se coxão mole é bom para carne de panela vamos para a prática. Porque teoria sem panela no fogo não tem graça nenhuma.
Ingredientes
- 1 kg de coxão mole em cubos médios (3 a 4 cm)
- 2 colheres (sopa) de óleo ou azeite
- 1 cebola grande picada
- 3 dentes de alho amassados
- 2 tomates maduros picados
- 1 colher (sopa) de extrato de tomate
- 1 folha de louro
- 1 colher (chá) de páprica doce
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- Água quente suficiente para cobrir parcialmente
- Cheiro-verde a gosto
Modo de preparo
- Antes de tudo, seque bem a carne com papel-toalha. Parece detalhe, mas faz diferença na hora de selar.
- Aqueça a panela (de preferência de fundo grosso) e adicione o óleo.
- Em seguida, coloque os cubos aos poucos, sem amontoar. Deixe dourar de verdade antes de virar.
- Retire então a carne e reserve.
- Na mesma panela, refogue cebola e alho até ficarem levemente dourados.
- Acrescente tomate, extrato, páprica e louro. Mexa até formar uma base encorpada.
- Volte a carne para a panela. Misture bem.
- Adicione água quente até quase cobrir. Não precisa afogar.
- Por fim, tampe parcialmente e cozinhe em fogo baixo por cerca de 40 a 60 minutos, mexendo de vez em quando.
O ponto certo? Espete com um garfo. Ele deve entrar com facilidade, mas a carne ainda mantém formato.
Finalize com cheiro-verde. E pronto. Você vai perceber que o molho fica mais leve do que com cortes mais gordurosos, porém muito saboroso.
Quanto tempo cozinhar coxão mole na panela para não ficar duro?
O coxão mole não precisa de horas e horas de cozimento. Aliás, quanto mais tempo ele passa no fogo depois de macio, maior a chance de ressecar. O ideal gira em torno de:
- Panela comum: 40 a 60 minutos em fogo baixo
- Panela de pressão: 15 a 20 minutos após pegar pressão
Mas tempo não é o único parâmetro. Observe os sinais:
- Garfo entra com facilidade: ponto ideal.
- Carne começa a esfarelar demais: passou do ponto.
- Líquido secando rápido: fogo alto demais ou pouca água.
Além disso, evite ficar mexendo toda hora. Cada vez que você mexe demais, as fibras se rompem e a carne pode perder suculência.
Se por acaso passar um pouco do ponto e perceber que está mais firme do que queria, acrescente um pouco mais de água quente e cozinhe por mais alguns minutos em fogo bem baixo. Às vezes, são 10 minutos extras que resolvem.
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Conclusão
Então, coxão mole é bom para carne de panela? É sim, e pode ficar excelente. Só que ele exige atenção ao tempo e ao caldo, porque é um corte mais magro e sensível ao excesso de cozimento.
Quando você sela direito, controla a pressão e observa os sinais de ponto, o resultado é uma carne macia, suculenta e cheia de sabor.
Além disso, entender o comportamento do corte muda tudo. Você passa a cozinhar com intenção, não no automático. E isso aparece no prato.
Da próxima vez que estiver no açougue, já vai escolher com segurança. E, melhor ainda, vai saber exatamente como conduzir o preparo sem medo de errar.
No fim, não é só sobre o corte. É sobre como você trata ele na panela.
Fonte: espetinhodesucesso






