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Polícia Civil lança projeto Estudo de Caso em Mato Grosso: saiba mais sobre essa iniciativa inovadora

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Conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deu início ao projeto-piloto Estudo de Caso, voltado ao aprimoramento das investigações de crimes contra a vida. A primeira análise ocorreu na sexta-feira (13.2), em Cuiabá, reunindo 55 policiais civis da DHPP, do Núcleo de Pessoas Desaparecidas e das 1ª, 2ª e 3ª Delegacias da Capital.

Qualificação das investigações

Idealizado pelos investigadores Auri Vieira Nascimento, Rogério Ribeiro dos Santos e Sancler Soares Maciel, o Estudo de Caso busca sistematizar práticas investigativas já aplicadas pela unidade, identificar falhas e replicar estratégias bem-sucedidas. Segundo nota da corporação, o objetivo é elevar o padrão técnico dos inquéritos policiais, especialmente em casos de homicídio.

Conforme apurado pela reportagem junto à unidade, a metodologia consiste na apresentação detalhada de casos já concluídos, com exposição das diligências, perícias e estratégias adotadas. “A troca de experiências é muito produtiva, principalmente para policiais em início de carreira”, afirmou o investigador Rogério Ribeiro, em declaração oficial.

O investigador Sancler Soares destacou que muitas técnicas discutidas no Estudo de Caso já vêm sendo aplicadas há mais de uma década nas equipes da DHPP. A proposta agora é formalizar esse intercâmbio de conhecimento, criando um ambiente estruturado de aprendizado contínuo.

Caso analisado no projeto

O primeiro caso apresentado no Estudo de Caso foi o homicídio da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, ocorrido em 13 de agosto de 2023, no bairro Santa Amália, em Cuiabá. O corpo foi localizado dentro do veículo da vítima, abandonado no Parque das Águas.

Segundo a Polícia Civil, as equipes iniciaram as diligências logo após a localização do corpo, mesmo sem identificação inicial do local exato do crime ou de suspeitos. Em poucas horas, o autor foi preso em flagrante. A investigação apontou que, após o crime, o suspeito teria alterado a cena e abandonado o corpo no parque.

Com base nos elementos reunidos — incluindo imagens de câmeras de segurança, perícias técnicas e depoimentos — o investigado foi indiciado por homicídio qualificado (feminicídio), estupro e fraude processual. Em setembro de 2023, o Tribunal do Júri o condenou a 37 anos de prisão.

Dinâmica investigativa

A DHPP informou que a vítima esteve em um churrasco com familiares antes de ir a um bar próximo à Arena Pantanal, onde conheceu o autor do crime, um ex-policial militar. Imagens analisadas pelos investigadores mostraram o veículo da vítima deixando a residência do suspeito na manhã seguinte.

Na casa, perícias identificaram vestígios compatíveis com a execução do crime. O então delegado titular da DHPP, Marcel Gomes, afirmou em nota oficial que o trabalho envolveu análise extensa de imagens, oitivas e exames periciais, reunindo provas suficientes para a condenação.

Importância institucional

A criação do Estudo de Caso ocorre em um contexto de fortalecimento das investigações de crimes contra a vida. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que a qualificação técnica e o uso de evidências científicas são fatores determinantes para o aumento da taxa de elucidação de homicídios no país.

Ao formalizar a revisão interna de procedimentos, a Polícia Civil busca padronizar boas práticas, reduzir falhas e garantir maior robustez probatória nos inquéritos. A iniciativa também reforça o compromisso institucional com a responsabilização dos autores e o respeito às vítimas.

Contexto e dados

  • Projeto-piloto: Estudo de Caso (DHPP – Cuiabá)
  • Participantes: 55 policiais civis
  • Caso analisado: homicídio ocorrido em agosto de 2023
  • Resultado judicial: condenação a 37 anos de prisão

Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso.

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Fonte: cenariomt

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