O Carnaval deve impulsionar o consumo no país nos próximos dias. A estimativa é que cerca de 41,4 milhões de consumidores realizem algum tipo de compra durante o período. Apesar do potencial econômico da festa, a data também chega acompanhada de preocupação com a segurança. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a OfferWise, mostra que o medo da violência tem influenciado diretamente o comportamento do consumidor neste ano.
Entre os consumidores que pretendem gastar no período, 95% planejam comprar produtos e 88% pretendem contratar serviços exclusivamente voltados para o Carnaval. No ranking de itens mais consumidos, lideram água, sucos, energéticos ou chás, citados por 55% dos entrevistados. Na sequência aparecem cerveja ou chopp (50%), comidas e lanches fora de casa (48%), refrigerantes (44%) e itens para churrasco (43%). Já entre os serviços mais procurados estão bares e restaurantes (45%), transporte particular (39%) e serviços de beleza, como manicure, cabeleireiro, depilação, bronzeamento e massagens, citados por 26%.
Mesmo com a intenção de consumo aquecida, o levantamento aponta um cenário de alerta. Cerca de 79% dos entrevistados afirmam ter medo de sofrer violência ou golpes durante as festividades. Os principais receios envolvem roubos e assaltos, citados por 63% dos consumidores, seguidos por violência física (35%), golpes de compras indevidas (29%) e uso indevido de documentos (22%).
Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, a prevenção é fundamental para evitar prejuízos. Ele orienta que os consumidores evitem levar muitos cartões, confiram sempre o valor exibido nas maquininhas antes de realizar pagamentos, ativem alertas de aplicativos bancários para identificar transações suspeitas, ajustem limites diários de transferências via Pix e desativem pagamentos por aproximação para valores mais altos, reduzindo riscos em casos de furtos ou golpes.
Mesmo diante das preocupações, a intenção de compra segue relevante. A previsão é que 25% dos consumidores das capitais realizem compras para o Carnaval, com ticket médio estimado em R$ 1.096.
O estudo também traz um alerta para a saúde financeira das famílias. Entre os consumidores que pretendem gastar durante o período, 32% possuem contas em atraso e, dentro desse grupo, 67% estão com o nome negativado. Além disso, quase metade dos foliões, cerca de 49%, admite que tende a extrapolar o orçamento durante a festa, principalmente com alimentação e bebidas.
Para José César da Costa, os dados reforçam a necessidade de planejamento financeiro. Segundo ele, a vontade de aproveitar o momento pode acabar superando a organização do orçamento familiar. O dirigente destaca que priorizar o pagamento de dívidas antes de assumir novos gastos é essencial para evitar que despesas de curto prazo se transformem em problemas financeiros ao longo do ano.
A pesquisa ouviu consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres com 18 anos ou mais, de diferentes classes econômicas. O levantamento foi realizado de forma online e contou com ajustes estatísticos por sexo, idade, estado, renda e escolaridade, com margem de erro entre 3,6 e 4 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
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Fonte: cenariomt






