O que muda após o aval do TCU? A duplicação da BR-163 entre Sinop e a divisa com o Pará deu um passo decisivo após parecer favorável do Tribunal de Contas da União (TCU), emitido em janeiro.
Próximas etapas do projeto
Em entrevista concedida nesta semana, o deputado estadual Diego Guimarães explicou que o projeto prevê a duplicação de 245,8 quilômetros da rodovia, considerada estratégica para o escoamento da produção e para a segurança viária em Mato Grosso. A iniciativa é resultado da campanha Duplica 163, articulada para mobilizar o governo federal e a iniciativa privada.
Após análises do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o processo chegou ao TCU, que autorizou a remodelagem do contrato de concessão. O novo acordo amplia em 15 anos a gestão da rodovia e prevê investimentos estimados em R$ 10,6 bilhões.
Obras previstas e impacto regional
O plano inclui obras estruturantes, como acessos urbanos, travessias em cidades ao longo do trecho e melhorias logísticas. Entre as primeiras intervenções previstas está o acesso portuário em Miritituba, no Pará, ponto-chave para o transporte de cargas.
A duplicação ganhou força após a paralisação do projeto da Ferrogrão, ferrovia que deveria absorver parte do transporte pesado do agronegócio. Sem o avanço da ferrovia, a duplicação da rodovia passou a ser tratada como prioridade para reduzir acidentes e gargalos logísticos.
Leilão e concessão
Com a aprovação do TCU, a concessão segue para leilão na B3. Até a conclusão do certame, a administração permanece com a concessionária atual. Segundo o deputado, vencerá a empresa que apresentar a menor tarifa de pedágio, afastando a expectativa de aumento de preços.
- Publicação do edital prevista para fevereiro
- Prazo de cerca de 100 dias para inscrições
- Leilão estimado para junho
A expectativa é que a ordem de serviço seja emitida logo após a definição da vencedora, permitindo o início das obras.
Avaliação do TCU
Ministros do Tribunal destacaram que o contrato original não comporta mais a realidade atual da rodovia, marcada pelo aumento expressivo do tráfego pesado desde 2022. Para a Corte, a duplicação tornou-se uma medida urgente para evitar riscos e garantir infraestrutura adequada.
O deputado avalia que a obra é fundamental para o desenvolvimento econômico do estado e para a redução de acidentes fatais. Para ele, a duplicação representa um marco de sua atuação política.
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Fonte: cenariomt






