Brasil e Rússia reafirmaram o compromisso com o uso da energia nuclear para fins pacíficos em documento divulgado nesta quinta-feira (5), durante o Fórum Empresarial Brasil-Rússia no Itamaraty, em Brasília. O acordo foi assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin.
O documento evidencia interesse em ampliar a produção de radioisótopos medicinais e no desenvolvimento de projetos conjuntos para geração de energia nuclear, ciclo de combustível e atualização da base jurídica bilateral de cooperação.
Nesta data, também expirou o tratado New Start, que limitava armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia.
Além da energia nuclear, os países destacaram cooperação na indústria farmacêutica, tecnologia industrial digital, construção naval e segurança cibernética, ressaltando a importância do multilateralismo e criticando medidas coercitivas unilaterais consideradas ilícitas e incompatíveis com o direito internacional.
O presidente Lula reforçou a necessidade de ações para fortalecer o multilateralismo, destacando a importância de monitorar iniciativas bilaterais para gerar resultados concretos para Brasil e Rússia, que ainda possuem cifras comerciais desproporcionais ao tamanho de suas economias.
Setor agrícola e comércio
Durante o fórum, Alckmin e Mishustin destacaram a relevância da parceria no setor agrícola, com foco em importações, exportações e pesquisa conjunta. O fluxo comercial em 2025 atingiu US$ 11 bilhões, com predominância de importações brasileiras.
Segundo os líderes, a relação comercial ainda é concentrada em produtos primários, sendo necessária maior diversificação e incentivo a bens industrializados, além de projetos em tecnologia, energia e saúde.
Projetos de longo prazo e transferência de tecnologia
Mishustin reforçou a intenção de estreitar contatos e lançar projetos de longo prazo, aproveitando oportunidades em química, energia, petróleo, gás, medicamentos e exploração espacial. Também destacou a cooperação farmacêutica, incluindo medicamentos inovadores russos para doenças oncológicas e diabetes, com transferência de tecnologia e integração regulatória brasileira.
O primeiro-ministro ainda apontou investimentos russos em cibersegurança e inteligência artificial, enfatizando a importância da soberania digital para o Brasil.
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Fonte: cenariomt






