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Polícia francesa faz buscas na sede do Twitter em Paris; Musk e ex-CEO são intimados

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Em uma operação coordenada com a Europol, a polícia francesa especializada em cibercrimes realizou, nesta terça-feira (3), uma busca e apreensão nos escritórios do X (antigo Twitter), em Paris. A ação faz parte de uma investigação criminal que apura a responsabilidade da plataforma de Elon Musk na propagação de conteúdos ilícitos e na manipulação de algoritmos.

O Ministério Público de Paris confirmou que a investigação foi ampliada para analisar como o chatbot de inteligência artificial da empresa, o Grok, estaria sendo utilizado para gerar informações e conteúdos que infringem leis europeias. Além da busca, o bilionário Elon Musk e a ex-CEO Linda Yaccarino foram intimados a depor em audiências marcadas para abril.

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Crimes investigados e o uso do Grok

As autoridades francesas investigam se a rede social foi cúmplice em crimes graves, após denúncias que começaram em janeiro de 2025. Entre os principais pontos da investigação estão:

  • Deepfakes Sexuais: Distribuição de imagens pornográficas geradas por IA sem consentimento;
  • Conteúdo Criminoso: Circulação de material com negacionismo sobre o Holocausto e pornografia infantil;
  • Uso de Dados: Possível extração fraudulenta de dados para treinar modelos de inteligência artificial.

Recentemente, o uso da ferramenta Grok para criar imagens sexualizadas de mulheres reais provocou uma onda de críticas globais, levando reguladores do Reino Unido e da Comissão Europeia a iniciarem investigações paralelas sobre a xAI, empresa controladora da tecnologia.

Reação do X e de Elon Musk

Até o momento, a plataforma X não emitiu um comunicado oficial sobre a operação em Paris. No entanto, em manifestações recentes, Elon Musk classificou as investigações europeias como um “ataque à liberdade de expressão” e afirmou que as ações possuem “motivação política”.

Como sinal de protesto e mudança de diretriz, o Ministério Público de Paris anunciou que deixará de utilizar o X como canal de comunicação oficial, migrando suas atualizações para o LinkedIn e o Instagram.

Escopo da Investigação Europeia

O cerco contra a plataforma de Musk na Europa tem se intensificado. A Europol busca entender se houve manipulação deliberada do algoritmo para favorecer conteúdos gerados por IA em detrimento de informações verificadas, o que violaria a Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia.


Fonte: Redação Dia de Ajudar com informações da BBC News e agências internacionais.

Fonte: cenariomt

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