Cuiabá Mato Grosso

Operação Redeiros: Combate à Pesca Predatória em Cuiabá

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026 word1

Conforme divulgado pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, a Operação Redeiros foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (30) com o objetivo de desarticular uma associação criminosa envolvida em pesca predatória, uso de petrechos proibidos e comercialização irregular de pescado durante o período de piracema no Rio Cuiabá. A ofensiva ocorreu simultaneamente em Cuiabá e Várzea Grande, com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, após representação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e manifestação favorável do Ministério Público Estadual. Conforme apurado pela reportagem, a ação integra as estratégias oficiais de repressão a crimes ambientais durante o período de defeso, quando a pesca é legalmente restrita para garantir a reprodução das espécies.

Esquema de monitoramento e pesca ilegal

Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil, as investigações identificaram que os suspeitos mantinham uma estrutura organizada de vigilância para monitorar, em tempo real, a movimentação de equipes de fiscalização. O grupo compartilhava dados sobre a localização de viaturas e embarcações da Dema e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o que permitia a continuidade das atividades ilícitas e a evasão de possíveis flagrantes.

Durante o acompanhamento investigativo, foram identificadas ofertas de espécies com captura proibida, como Jaú, Pintado e Pacu, além do uso de redes e tarrafas — petrechos altamente nocivos ao ecossistema aquático e vedados pela legislação ambiental vigente. Esses métodos impactam diretamente o ciclo reprodutivo dos peixes e comprometem o equilíbrio dos rios da região.

Medidas legais e responsabilização

Com o cumprimento dos mandados da Operação Redeiros, a Dema busca apreender equipamentos ilegais de pesca, estoques de pescado irregular e novos elementos probatórios que reforcem o inquérito policial. Os investigados poderão responder por crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/1998, além do delito de associação criminosa, conforme o Código Penal.

A operação contou com apoio da Diretoria de Atividades Especiais e de investigadores da unidade especializada, reforçando a atuação integrada das forças de segurança no combate à pesca ilegal em larga escala.

Período de piracema e regras vigentes

De acordo com normas oficiais da Sema, o período proibitivo da piracema, instituído para proteger a reprodução das espécies nas bacias do Pantanal, encerra-se neste sábado (31). A partir de 1º de fevereiro, a pesca volta a ser permitida, porém permanecem restrições relevantes.

Segue em vigor a Lei nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero, que limita o transporte e a comercialização de espécies nativas, mesmo após o fim do defeso. A legislação autoriza apenas a pesca amadora esportiva, mantendo a proibição da pesca comercial predatória.

Origem do nome da operação

O nome Operação Redeiros faz referência direta ao principal método identificado nas investigações: o uso de redes e tarrafas para captura em grande escala. Durante o período de defeso, esses instrumentos são expressamente proibidos por causarem danos severos e, em alguns casos, irreversíveis ao ecossistema dos rios pantaneiros.

  • Uso de petrechos proibidos
  • Venda irregular de pescado
  • Monitoramento ilegal da fiscalização ambiental

Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).

Para acompanhar outras ações de fiscalização ambiental e entender como a legislação impacta a pesca no estado, continue acessando nosso conteúdo.

Fonte: cenariomt

Sobre o autor

Avatar de Redação

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.