Cenário Agro Mato Grosso

Exportações de grãos do Brasil atingem recorde em 2025: 172,3 milhões de toneladas impulsionadas pelo Arco Norte e Paranaguá

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O ano de 2025 foi de expansão e reconfiguração logística para as exportações brasileiras de grãos. As vendas externas de milho, soja e farelo de soja totalizaram 172,3 milhões de toneladas, um aumento de 6,21% (ou 10,7 milhões de toneladas) em relação a 2024. Os dados confirmam o crescimento dos volumes e uma mudança positiva na matriz de escoamento, com destaque para o avanço dos Portos do Arco Norte e de Paranaguá (PR), além do protagonismo dos estados Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul como origem da produção.

Milho: Arco Norte e Paranaguá ganham espaço

As exportações de milho em grão somaram 40,9 milhões de toneladas em 2025, acima das 39,7 milhões de 2024. A logística mostrou uma redistribuição significativa:

  • Portos do Arco Norte: escoaram 39,3% do total (ante 46,4% em 2024).
  • Porto de Santos: participação de 35,8% (frente a 42%).
  • Porto de Paranaguá: saltou de 3,1% para 12,3%.
  • Porto de São Francisco do Sul: passou de 6% para 7,7%.

Os principais estados exportadores foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Soja em grão: recorde de 108,1 milhões de toneladas

As exportações de soja acumularam 108,1 milhões de toneladas no ano, superando as 98,8 milhões de 2024. A logística também se reconfigurou:

  • Portos do Arco Norte: aumentaram a participação para 36,2% (ante 34,8%).
  • Porto de Santos: subiu para 32% (frente a 28,3%).
  • Porto do Rio Grande: caiu para 8% (de 10,9%).
  • Porto de São Francisco do Sul: recuou para 5,7% (de 7%).

A produção embarcada veio principalmente de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

Farelo de soja: leve alta e concentração no Sul-Sudeste

As vendas de farelo de soja atingiram 23,3 milhões de toneladas, com leve alta sobre as 23,1 milhões de 2024. O escoamento manteve forte concentração:

  • Porto de Santos: 43,2% do total (ante 44,5%).
  • Porto de Paranaguá: 27,8% (frente a 27,2%).
  • Porto do Rio Grande: 16,9% (de 15,2%).
  • Porto de Salvador: 7,4% (de 6,6%).

Os principais estados de origem foram Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Os números consolidam a diversificação da rota de exportação brasileira, com os corredores do Arco Norte e Paranaguá ganhando importância para descongestionar Santos e melhorar a competitividade. Mato Grosso se mantém como pilar central da produção e exportação nas três cadeias.

Fonte: cenariomt

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