Nada – pelo menos para o passageiro.
Estima-se que cada avião comercial receba uma descarga elétrica uma ou duas vezes por ano. Isso já é previsto no projeto.
O raio corre pela parte externa da fuselagem e segue seu caminho de volta para a atmosfera, sem afetar o interior. Áreas mais sensíveis, como o nariz do avião, têm fios internos que direcionam o raio para o restante da estrutura, evitando a concentração num único ponto.
Quem está dentro vê um clarão forte e pode ouvir um barulho seco, como um estalo. Os danos, quando ocorrem, costumam ser pequenos e localizados: raios podem deixar marcas milimétricas nas extremidades das asas e na cauda, que funcionam como pontos de entrada ou saída da descarga.
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Já ocorreram acidentes, como a queda do voo Pan Am 214 em 1963, quando um raio atingiu o tanque de combustível e desencadeou uma explosão. Depois disso, os tanques foram redesenhados – a chance de algo assim acontecer hoje é muito baixa.
Fonte: abril






