O Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso) encerrou, nesta sexta-feira (23), as ações de enfrentamento, vigilância e educação sanitária contra gripe aviária em Acorizal/MT, após a confirmação de um caso da IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade) em uma propriedade com aves domésticas de subsistência. Ao todo 339 aves foram sacrificadas e 282 ovos foram destruídos.
Durante a ação, que durou seis dias, as equipes do Indea visitaram 314 propriedades em um raio de 10 km do foco, onde inspecionaram 7.253 aves.
“Nessas visitas, que chamamos de vigilância ativa, realizamos a educação sanitária para orientar o produtor a observar sinais de mortandade e nos procurar caso suspeite da presença do vírus. Além disso, inspecionamos as aves para identificar possíveis sintomas da doença”, explicou o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli.
A propriedade onde o foco foi confirmado passou por limpeza e desinfecção, e a barreira sanitária instalada já foi retirada. O local agora cumpre um vazio sanitário de 45 dias, para evitar a reintrodução do vírus causador da gripe aviária.
As ações de contenção mobilizaram 10 equipes de vigilância, uma equipe na barreira sanitária, uma de atuação direta no foco e uma de coordenação. No total, participaram 31 servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, sendo:
- 15 médicos-veterinários
- 16 agentes fiscais.
Além do apoio de dois médicos-veterinários do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e de policiais militares. Servidores de unidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Bugres também foram acionados ao longo dos seis dias de trabalho.
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Estratégia de combate à gripe aviária
Após a confirmação para gripe aviária feita pelo LFDA (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária), em Campinas/SP, o Mapa emite alerta ao estado e notifica a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), dando início às ações emergenciais de controle, executadas pelo órgão estadual.
Nos últimos seis meses, os três casos de gripe aviária registrados em aves de subsistência em Mato Grosso — em Campinápolis, Cuiabá e Acorizal — tiveram a mesma origem: aves silvestres. Segundo o Indea, patos selvagens conhecidos como paturis foram os principais vetores.
As propriedades afetadas possuíam lagoas e áreas alagadas, locais usados como ponto de parada dessas aves, o que facilitou o contato com aves domésticas e a transmissão do vírus.
Fonte: primeirapagina






