No micro-ondas, a comida tende a esquentar mais rápido em marmitas de plástico. O aparelho emite ondas eletromagnéticas que atravessam o recipiente e agitam as moléculas de água dos alimentos, esquentando-as. O plástico interfere pouco nesse caminho, permitindo que quase toda a energia chegue direto à comida.
Já o vidro absorve uma fração dessa energia e se aquece junto, em vez de deixá-la passar livremente. Isso faz com que parte do calor fique no próprio recipiente, e não apenas no alimento. Na prática, isso torna o aquecimento da comida um pouco mais lento.
Dá para perceber a diferença ao tocar na marmita: o vidro costuma estar muito quente ao toque, enquanto o plástico fica apenas morno. Isso não significa que a comida no vidro esteja necessariamente mais quente, mas sim que o recipiente acumulou calor.
Siga
Na questão da segurança, o vidro leva vantagem. Ele é quimicamente estável, não reage com o alimento e não libera substâncias quando aquecido, mesmo após muitos usos. Também não mancha, não absorve cheiros e não sofre desgaste visível com o tempo. O cuidado principal é evitar queimaduras ao manusear, já que o recipiente retém bastante calor.
O plástico exige mais atenção. Mesmo os potes indicados para micro-ondas podem, com o uso repetido, liberar pequenas quantidades de substâncias químicas, especialmente quando estão riscados, ressecados, deformados ou aquecidos por muito tempo. Gorduras e molhos quentes tendem a intensificar esse processo. Por isso, quanto mais antigo e desgastado o plástico, maior o risco.
Fonte: abril






