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Avaliação Ruim de Cursos de Medicina no Brasil: 32% Recebem Punições do MEC

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O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) divulgaram nesta segunda-feira (19) a análise dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025. A prova, aplicada anualmente, avalia o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino nos cursos de medicina do país. Ao todo, 351 cursos de medicina participaram do exame. Desses, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino — que reúne instituições públicas federais e privadas — e os demais são regulados por sistemas estaduais.

De acordo com a análise, 204 dos 304 cursos avaliados (67,1%) alcançaram conceitos entre 3 e 5, considerados satisfatórios pelo MEC. As unidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Cuiabá e Sinop obtiveram conceito 4.

Outros 99 cursos (32%) ficaram nas faixas 1 e 2, o que indica que menos de 60% dos estudantes apresentaram desempenho considerado adequado. Essas graduações passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). Confira os resultados finais dos cursos avaliados aqui. 

Diferenças entre tipos de instituições

A análise por categoria de instituição mostrou grandes diferenças de desempenho. As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, apareceram principalmente nos cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.

Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. Entre as privadas sem fins lucrativos, cerca de um terço dos cursos recebeu conceitos considerados insuficientes.

Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual. Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%. Instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora com menor presença na nota máxima.

Medidas de supervisão e punições

Os cursos com conceitos 1 e 2 pertencem a 93 instituições de educação superior e estão sujeitos a processos de supervisão, com aplicação de medidas cautelares graduais, de acordo com o percentual de concluintes considerados proficientes. Quanto maior o risco ao interesse público e aos estudantes, mais severas serão as ações adotadas.

Na faixa 1, oito cursos tiveram menos de 30% de concluintes proficientes e sofrerão suspensão de ingresso de novos alunos. Outros 13 cursos, com proficiência entre 30% e 40%, terão redução de 50% na oferta de vagas.

Na faixa 2, 33 cursos com percentual de proficiência entre 40% e 50% passarão por redução de 25% das vagas. Esses três grupos também ficam impedidos de ampliar vagas e terão suspensa a participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais.

Já os 45 cursos da faixa 2 que apresentaram percentual de proficiência acima de 50% sofrerão apenas a proibição de aumento de vagas, sem outras medidas cautelares adicionais neste momento.

Cabe à Seres comunicar oficialmente as instituições sobre a abertura do processo administrativo de supervisão. As universidades e faculdades terão prazo de 30 dias para se manifestar e poderão solicitar tempo para corrigir as deficiências apontadas. As medidas adotadas devem permanecer em vigor até a publicação do Conceito Enade 2026.

Fonte: primeirapagina

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