A Polícia Civil prendeu seis pessoas e cumpriu mandados judiciais durante a Operação Vector, deflagrada nesta quinta-feira (23), em Cuiabá, no Mato Grosso. A ação teve como resultado imediato a desarticulação de um grupo criminoso apontado como responsável por um esquema estruturado de tráfico de drogas na modalidade delivery na capital.
Além das prisões preventivas, os policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em diferentes bairros da cidade, atingindo diretamente a logística usada pelo grupo para distribuir entorpecentes. A ofensiva foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes, após meses de investigação.
De acordo com informações da Denarc, as apurações começaram em 2024 e revelaram uma organização com divisão clara de funções. A estrutura incluía fornecedores, responsáveis pela venda, gerentes de área e distribuidores que atuavam como entregadores, chamados internamente de “vetores humanos”, encarregados de levar a droga até os compradores.
As investigações também identificaram tentativas do grupo de promover a entrada de entorpecentes na Penitenciária Central do Estado, ampliando o alcance das atividades criminosas para além das ruas de Cuiabá. Essa atuação reforçou a suspeita de que se tratava de uma rede estável e articulada, e não de ações isoladas.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Entre os alvos estão o apontado como principal fornecedor de drogas do grupo, uma investigada responsável pela comercialização, dois filhos dela que também participariam do esquema, além de um distribuidor que já se encontra recluso na PCE. Uma outra investigada segue foragida, com ordem de prisão em aberto.
Buscas, bloqueios e linguagem codificada
Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes da Polícia Civil realizaram buscas nos bairros Três Barras, Dr. Fábio e São João Del Rey, todos em Cuiabá. Nos endereços, os investigadores buscaram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as provas já reunidas ao longo da investigação.
Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de contas, bens e valores vinculados a um dos investigados. Segundo a polícia, o objetivo é atingir o núcleo financeiro da organização e interromper o fluxo de recursos obtidos com o tráfico.
Conforme explicou o delegado Marcelo Miranda Muniz, coordenador da operação, o grupo utilizava linguagem codificada para tentar despistar a atuação policial. Pontos de venda eram chamados de “lojinhas”, enquanto a arrecadação de dinheiro aparecia nas conversas como “recolhe”, estratégia comum em organizações criminosas desse tipo.
As análises das comunicações interceptadas revelaram ainda diálogos sobre quantidades expressivas de entorpecentes, incluindo cargas de maconha que estariam em negociação entre os integrantes da rede. Esses elementos reforçaram o pedido pelas prisões preventivas e pelas demais medidas cautelares.
Segundo a Polícia Civil, os investigados devem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e por integrar organização criminosa, enquanto as apurações seguem em andamento. A corporação informou que o trabalho continua para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento financeiro do grupo, conforme dados repassados oficialmente pela instituição.
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Fonte: cenariomt






