O combate à dengue, zika e chikungunya em Sorriso ganhou o reforço de uma tecnologia de longa duração: a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes). A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental, está aplicando um inseticida especial em superfícies internas de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). A estratégia aproveitou o período de recesso escolar para criar uma barreira química em mais de 25 unidades de ensino, locais considerados críticos devido à alta circulação de crianças e profissionais.
A técnica diferencia-se do “fumacê” comum por sua persistência. Segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental, Claudete Damasceno, o produto aplicado em paredes e rodapés permanece ativo por até quatro meses. Quando o mosquito Aedes aegypti pousa nessas superfícies, ele morre por contato, interrompendo o ciclo de transmissão dentro das instituições. O planejamento prevê três ciclos de aplicação ao longo do ano, estendendo-se futuramente para escolas estaduais e praças públicas.
Apesar de o ano ter começado com uma redução nas notificações em comparação ao fechamento alarmante de 2025, as autoridades de saúde alertam que não há espaço para relaxamento. A aplicação da barreira química nas escolas é uma medida complementar, mas o controle efetivo das arboviroses continua dependendo da eliminação de focos de água parada nos quintais e residências.
A gestão municipal reforça que o combate ao mosquito deve ser uma ação integrada entre o poder público e a sociedade civil. Enquanto a Vigilância Ambiental investe em novas tecnologias e monitoramento das “áreas quentes” da cidade, cabe à população manter a vigilância diária em suas propriedades. Como destaca a coordenação do setor, a prevenção tecnológica nas escolas só será plenamente eficaz se acompanhada pelo engajamento de cada morador dentro de casa.
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Fonte: cenariomt






