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Faculdades privadas de MT com notas baixas: curso em Cáceres sob supervisão do Enamed

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As instituições privadas de Mato Grosso tiveram desempenho fraco no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Saúde (MS). A prova, aplicada anualmente, avalia o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino nos cursos de medicina em todo o país.

No estado, o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), em Cáceres obtiveram conceito 3, enquanto a Universidade de Cuiabá alcançou conceito 2. Já o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), em Cáceres, recebeu conceito 1 e passou a integrar a lista de cursos de medicina que entrarão em processo de supervisão do MEC, com possibilidade de adoção de medidas cautelares.

Em contrapartida, as unidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá e Sinop, e a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) alcançaram conceito 4, considerado satisfatório pelo MEC.

Segundo o ministério, as sanções às instituições com baixo desempenho serão aplicadas de forma escalonada e podem variar desde a redução de vagas até a suspensão da oferta de financiamento estudantil por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As medidas cautelares dependerão do nível de risco ou ameaça ao interesse público, sendo mais severas nos casos considerados mais graves.

Após a publicação dos resultados no Diário Oficial da União, 99 cursos em todo o país terão prazo de 30 dias para apresentar defesa ao MEC, antes que as sanções passem a valer. Depois desse período, as medidas permanecerão em vigor até a próxima aplicação do Enamed, prevista para outubro de 2026.

Panorama nacional do Enamed

Ao todo, 351 cursos de medicina participaram do Enamed 2025. Desses, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino — que reúne instituições públicas federais e privadas — e os demais são regulados por sistemas estaduais.

De acordo com a análise do MEC, 204 dos 304 cursos avaliados (67,1%) alcançaram conceitos entre 3 e 5. Outros 99 cursos (32%) ficaram nas faixas 1 e 2, indicando que menos de 60% dos estudantes apresentaram desempenho considerado adequado. Esses cursos passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). Confira os resultados finais dos cursos avaliados no Enamed aqui.

A análise por categoria de instituição revelou diferenças significativas de desempenho. As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, apareceram principalmente entre cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.

As instituições privadas com fins lucrativos também tiveram desempenho fraco, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2. Já as chamadas instituições especiais somaram 54,6% nessas mesmas faixas. Entre as privadas sem fins lucrativos, cerca de um terço dos cursos recebeu conceitos considerados insuficientes.

Por outro lado, os melhores resultados — conceitos 4 e 5 — ficaram concentrados no setor público federal e estadual. Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram as notas mais altas. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%. Instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora com menor presença na nota máxima.

Fonte: primeirapagina

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