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Piracema em Mato Grosso: pesca será liberada com fim da restrição nos rios

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O calendário ambiental entra em um momento decisivo para quem vive, trabalha ou lazer nos rios de Mato Grosso. O período de defeso da piracema, que impôs restrições à pesca desde o início da primavera, chega oficialmente ao fim no dia 31 de janeiro de 2026. Com isso, a partir de 1º de fevereiro, a atividade pesqueira será novamente autorizada em todo o Estado, desde que sejam respeitadas as normas ambientais em vigor.

A piracema começou em 1º de outubro de 2025 e seguiu o mesmo cronograma adotado nos últimos anos, abrangendo todas as bacias hidrográficas mato-grossenses. A medida tem papel estratégico na proteção dos rios e na manutenção dos estoques de peixes, fundamentais tanto para o equilíbrio ambiental quanto para a economia ligada à pesca esportiva, profissional e ao turismo.

Durante os quatro meses de proibição, a pesca ficou restrita à modalidade de subsistência. Apenas ribeirinhos e comunidades tradicionais puderam capturar peixes de forma artesanal, exclusivamente para consumo próprio, sem qualquer finalidade comercial. A exceção buscou preservar a segurança alimentar dessas populações, que dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver.

Estudos técnicos que embasam o calendário do defeso indicam que a maior concentração da atividade reprodutiva dos peixes ocorre entre outubro e dezembro, período em que a taxa de reprodução pode alcançar cerca de 80%. Nos meses de janeiro e fevereiro, a desova ainda acontece, porém de forma menos intensa. Já em setembro, há uma queda mais significativa da atividade reprodutiva, tanto entre espécies de couro quanto de escamas.

Esses dados ajudam a explicar por que o respeito ao defeso é considerado essencial para a sustentabilidade da pesca. A interrupção temporária da atividade permite que as espécies completem seu ciclo reprodutivo, garantindo a reposição natural dos estoques e a saúde dos ecossistemas aquáticos nas bacias do Paraguai, Amazônica e Araguaia–Tocantins.

Com a liberação da pesca a partir de fevereiro, os órgãos ambientais alertam que a fiscalização continua ativa. Permanecem em vigor regras como o respeito aos tamanhos mínimos dos peixes, às cotas de captura e à proibição de equipamentos ilegais. O objetivo é assegurar que a retomada da atividade ocorra de forma responsável, evitando impactos negativos ao meio ambiente.

Para pescadores esportivos, profissionais e para quem tem nos rios uma fonte de renda ou lazer, o fim da piracema marca um novo ciclo. A orientação é clara: aproveitar a liberação com consciência, respeitando as normas e contribuindo para que a pesca continue sendo uma atividade sustentável e presente na vida dos mato-grossenses.

Fonte: cenariomt

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