A reforma do Imposto de Renda, sancionada em novembro, entra em vigor a partir desta quinta-feira (1º) e promove mudanças profundas na tributação sobre salários, rendimentos e investimentos no Brasil.
A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção, que passa a contemplar trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, beneficiando diretamente milhões de brasileiros.
Segundo o governo federal, cerca de 15 milhões de contribuintes deixam de pagar Imposto de Renda com o novo modelo.
As mudanças impactam imediatamente o desconto em folha de pagamento e também alteram a forma de tributação de pessoas de alta renda, como forma de compensar a perda de arrecadação.
Quem fica isento com a reforma do Imposto de Renda
Com a nova tabela do Imposto de Renda, ficam totalmente isentos os trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês.
Antes da reforma, a faixa de isenção era limitada a rendimentos de até dois salários mínimos, atualmente fixados em R$ 3.036, o que fazia com que muitos trabalhadores de renda média já sofressem desconto mensal.
📌 De acordo com estimativas oficiais, a ampliação da isenção representa uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões. Para quem se enquadra nessa faixa, a economia anual pode chegar a R$ 4 mil, considerando também o décimo terceiro salário.
Faixa de transição: quem ganha até R$ 7.350 terá desconto parcial
Alívio gradual no Imposto de Renda
A reforma do Imposto de Renda criou uma faixa intermediária de transição para trabalhadores que recebem entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês.
Nessa faixa:
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o imposto não é zerado;
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há redução progressiva do desconto, conforme a renda aumenta.
O objetivo é evitar o chamado “degrau tributário”, situação em que pequenos reajustes salariais resultavam em aumentos desproporcionais no imposto devido.
👉 Para rendimentos acima de R$ 7.350, continuam valendo as alíquotas atuais, que chegam a 27,5%.
Impacto imediato no salário do trabalhador
As mudanças da reforma do Imposto de Renda já valem para os salários pagos a partir de janeiro. Isso significa que:
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trabalhadores isentos deixam de ter o desconto em folha;
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quem está na faixa de transição passa a ter retenção menor.
⚠️ Apesar disso, nada muda na declaração entregue em 2026, que se refere ao ano-base 2025.
O novo modelo será totalmente refletido apenas na declaração de 2027, relativa aos rendimentos de 2026.
Imposto mínimo para alta renda
Quem vai pagar mais Imposto de Renda
Para compensar a ampliação da isenção, a reforma institui o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, voltado a contribuintes de alta renda.
A nova cobrança se aplica a quem recebe:
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mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês).
A alíquota é progressiva e pode chegar a:
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10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão por ano.
Segundo o governo, cerca de 141 mil contribuintes serão impactados por essa medida.
Tributação de dividendos muda com a reforma do Imposto de Renda
Outra mudança importante é a tributação de dividendos, que até então eram isentos para pessoas físicas.
Com a nova regra:
- haverá retenção de 10% na fonte;
- o imposto incide sobre valores que ultrapassem R$ 50 mil mensais, pagos por uma mesma empresa.
A medida afeta principalmente:
- empresários;
- sócios de empresas;
- pessoas que recebem grandes volumes de dividendos.
📌 O valor recolhido poderá ser compensado na declaração anual do Imposto de Renda.
O que muda na prática para o contribuinte
A reforma do Imposto de Renda altera a lógica da tributação no país ao:
- aliviar o bolso de trabalhadores de baixa e média renda;
- reduzir descontos mensais em folha;
- ampliar a cobrança sobre contribuintes de alta renda e rendimentos financeiros.
Os efeitos mais visíveis já aparecem no salário, mas o impacto completo será sentido nos próximos ciclos de declaração.
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Fonte: cenariomt






