Economia

Demanda por crédito no Brasil cresce 0,63% em novembro, revela pesquisa da CNDL/SPC Brasil

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O cenário da busca por crédito no Brasil registrou crescimento de 0,63% em novembro de 2025 em relação a novembro de 2024. Na passagem de outubro para novembro, o número de consultas caiu ‐7,90%. Os dados são revelados pelo Indicador de Demanda por Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que monitora mensalmente a evolução das consultas de crédito no país.

“O cenário é de cautela, com uma demanda anual levemente ascendente, mas um mercado moldado pela necessidade de crédito pessoal (empréstimos) e pela alta preocupação com o risco (inadimplência). O foco em empréstimos sinaliza a necessidade de crédito pessoal para gestão de fluxo de caixa ou consolidação de dívidas em vez de grandes investimentos em bens. A tendência é que as instituições financeiras continuem seletivas para mitigar o risco, o que pode manter um crescimento lento no volume de crédito disponível na economia.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em novembro, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 54,41%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,17% do total.

Do público consultado, 5,23% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 80,13% contratou Empréstimo e 17,18% contratou Financiamento, totalizando 97,31%.

Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em novembro, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (47,30%), seguido por Seguros de vida e não vida (18,51%), que totalizam 65,81% das consultas. No momento da consulta, 35,05% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

“Um ponto crítico que impacta a economia e as tendências do crédito é a elevada taxa de inadimplência: uma parcela significativa dos consumidores que buscam crédito possui restrição ativa. Essa alta taxa de risco exige que as instituições financeiras adotem critérios mais rigorosos na concessão, limitando o crédito e potencialmente desacelerando o consumo e o investimento na economia.”, aponta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em novembro, com 45,66%, seguido pelo Nordeste (21,15%), Sul (17,75%), Centro‐Oeste (8,71%) e Norte (6,74%).

Fonte: cenariomt

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