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Hospital Central: Inauguração Prevista para 2025 com Mobília Pronta

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Com inauguração prevista para setembro, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso avança para a etapa final com a instalação da mobília e dos equipamentos hospitalares. A unidade será administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Retomada em 2021, após 34 anos de abandono e paralisação, a obra já está 98% concluída. Além da estrutura física pronta, os corredores, enfermarias e postos de atendimento começam a receber móveis e equipamentos que vão permitir o funcionamento dos serviços. O hospital terá atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as especialidades previstas estão cardiologia, neurologia, ortopedia, cirurgia geral, infectologia, ginecologia, urologia, otorrinolaringologia e vascular, áreas que hoje enfrentam longas filas na rede pública. A expectativa é que o hospital reduza a sobrecarga em outras unidades e amplie o acesso a atendimentos de alta complexidade.

A parceria com o Einstein deve trazer protocolos modernos de gestão, maior eficiência nos atendimentos e humanização no cuidado aos pacientes. Atualmente, a instituição administra 36 unidades públicas no Brasil, entre elas cinco hospitais em São Paulo, Goiás e Bahia. Para o Governo do Estado, a experiência pode gerar uma economia anual de até R$ 46,8 milhões aos cofres públicos.

34 anos depois, obra é concluída

A estrutura do Hospital Central soma cerca de 32 mil m², com 11 salas de cirurgia, 60 leitos de UTI e leitos individualizados. A unidade oferecerá 15 especialidades médicas e capacidade mensal para quase 2 mil internações, 652 cirurgias, 3 mil consultas especializadas e 1,4 mil exames.

Segundo o Governo de Mato Grosso, o hospital também contará com 287 leitos no total e está preparado para realizar, por ano, cerca de 32 mil consultas, 80 mil exames e 6,5 mil cirurgias. Ainda conforme o Estado, a unidade terá equipe multiprofissional e será o sexto hospital público administrado pelo Albert Einstein, tornando Mato Grosso o quarto estado do país a adotar esse modelo de gestão.

O hospital também reunirá serviços de diagnóstico por imagem, com tomografia, ressonância magnética, ultrassom, raio-x, endoscopia e colonoscopia, centralizando exames de alta complexidade em um único espaço.

A expectativa da parceria com o Hospital Albert Einstein, é que a experiência da instituição garanta protocolos modernos de gestão, maior eficiência nos atendimentos e humanização no cuidado aos pacientes.

Segundo o Governo de Mato Grosso, o Hospital Central é considerado a maior unidade hospitalar pública da história do estado. A Inauguração está prevista para acontecer em setembro.

Enquanto a obra se aproxima da conclusão, foi aberto o processo seletivo para contratação de profissionais que irão atuar na unidade. São 72 vagas distribuídas entre médicos de diversas especialidades, além de enfermeiros, técnicos, analistas e coordenadores. As inscrições estão disponíveis no site do Hospital Albert Einstein, responsável pela gestão do novo hospital.

Símbolo de descaso

O Hospital Central teve a construção lançada em 1984 e foi paralisada em 1987 por causa de cortes de recursos por parte do governo federal. Ao longo dos anos, o que sobrou do hospital, se transformou em um dos maiores símbolos de descaso da saúde e frustração para a população.

Durante mais de 34 anos, o prédio inacabado do Hospital Central permaneceu abandonado no Centro Político Administrativo de Cuiabá. Nesse período, a estrutura se deteriorou, virou alvo de denúncias e descaso.

A estrutura foi lançado em 1984, teve as obras paralisadas em 1987 e só foi retomado décadas depois. O espaço abandonado virou alvo de denúncias, serviu de abrigo improvisado e representava para a população um símbolo de promessas não cumpridas.

Ao longo desses anos, diferentes governos anunciaram a retomada das obras, mas nenhuma avançou de fato. Apenas em 2019 foi apresentado um novo projeto para o Hospital Central. O contrato de execução foi assinado em 2020, com previsão de entrega em 2022. O cronograma, porém, sofreu atrasos e, em 2024, a construção chegou a 95% de conclusão.

Fonte: primeirapagina

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