O deputado criticou o presidente da Câmara,, por se mostrar contraditório em relação à pauta da anistia. Segundo o parlamentar, durante a campanha para a presidência da Casa, Motta fez promessas ao Partido Liberal (PL) de levar a proposta à votação, enquanto garantiu ao Partido dos Trabalhadores (PT) que não a colocaria em pauta. Para o deputado, essas negociações foram feitas em troca de apoio para a eleição do paraibano.

“Falou o que cada partido queria ouvir, acendeu uma vela para Deus e outra para o diabo”, afirmou o deputado a “Agora, está em dificuldades. Disse que, na próxima semana, tomará uma decisão.”
A crĂtica de Sanderson veio depois do encontro entre a oposição e Motta no plenário da Câmara, ainda na Ăşltima terça-feira, 1°. O lĂder do PL na Casa, SĂłstenes Cavalcante (RJ), abordou Motta depois de uma sĂ©rie de tentativas de reuniĂŁo. A impressĂŁo de que Motta recuou sobre o tema Ă© compartilhada no PL, desde o alto escalĂŁo atĂ© as diferentes frentes da legenda.
Sanderson, primeiro vice-lĂder da oposição na Câmara, destacou que a estratĂ©gia Ă© avançar com o projeto do deputado Rodrigo Valadares (UniĂŁo-SE), que tramita na ComissĂŁo de Constituição e Justiça. “A oposição nĂŁo aceita a criação de uma ComissĂŁo Especial.”

A Comissão Especial, prometida pelo ex-presidente para discutir o tema,é vista como uma manobra para obstruir o avanço da proposta.
Sanderson ressaltou que a oposição pressionará Motta a colocar a proposta em regime de urgência. “A redação está madura”, afirmou o deputado. “O texto agora exclui crimes hediondos e limita a anistia a tipificações, como o da Débora do Batom e das tias do zap.”
Fonte: revistaoeste




