Na sexta-feira 28, o presidente do , (UniĂŁo Brasil-AP), assinou um ato que aumenta, pelo segundo mĂŞs consecutivo, o limite da cota destinada aos senadores para gastos em seus mandatos com viagens, propaganda e outras despesas. Com a medida, o valor mĂ©dio mensal disponĂvel para cada senador será de R$ 46,40 mil.
As novas regras foram publicadas na mesma sexta-feira, véspera do , e começaram a valer no dia seguinte, 1º de março. Esse valor é financiado com recursos dos impostos pagos pela população. Os parlamentares usam esse dinheiro para cobrir despesas como alimentação, transporte, hospedagem, serviços de consultoria e propaganda.
O Senado tem 81 senadores, sendo trĂŞs representantes de cada um dos 27 Estados brasileiros.

Os valores que cada senador pode gastar varia conforme o Estado, principalmente devido ao custo das passagens aéreas. O menor valor é destinado aos senadores do Distrito Federal (R$ 36,58 mil), enquanto o maior é para os senadores do Amazonas (R$ 52,79 mil), para cada um dos três representantes desse Estado.
Em 2023, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) havia assinado um ato para aumentar as cotas nos dois anos seguintes. Em 2024, o aumento foi de 6%, que subiu o limite mĂ©dio para R$ 38,97 mil. Em 1Âş de fevereiro deste ano, houve um reajuste de 6,13%, o que elevou a cota para R$ 41,36 mil.Â
Agora, com o ato de Alcolumbre, o valor mensal subirá para R$ 46,40 mil, o que representa um aumento de 12% de fevereiro para março.

TambĂ©m no dia 28, Davi Alcolumbre assinou uma portaria que permite aos funcionários do Senado tirarem uma licença de um dia a cada trĂŞs dias trabalhados. O sistema nĂŁo será automático, ou seja, o funcionário deverá solicitar a folga.Â
Atualmente, o Senado tem 6 mil funcionários, dos quais 3,81 mil sĂŁo comissionados, 2,12 mil efetivos e 66 requisitados. Caso o funcionário opte por nĂŁo tirar a folga, ele poderá vender a licença, mas o valor nĂŁo será computado para os cálculos da previdĂŞncia no mĂŞs seguinte.Â
As licenças terĂŁo validade de seis meses e serĂŁo perdidas caso nĂŁo sejam solicitadas dentro desse perĂodo. A contagem dos dias trabalhados nĂŁo incluirá os perĂodos de afastamento por atestado mĂ©dico ou outras licenças.

A licença tem um limite de dez dias consecutivos, e o acĂşmulo de dias nĂŁo poderá ultrapassar 20. O benefĂcio será concedido aos servidores que desempenham funções “relevantes e singulares”, como nas seguintes áreas:Â
- Diretoria-geral;Â
- Secretaria-geral da Mesa;Â
- Gabinete da presidĂŞncia,Â
- Auditoria;Â
- Advocacia;Â
- Consultoria Legislativa;
- Secretaria de Comunicação Social;
- Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle.Â
A publicação justifica a medida ao dizer “há necessidade de oferecer a contraprestação devida ao trabalho excepcional ou singular prestado pelos servidores do Senado Federal, notadamente quando em acumulação de atribuições ou no exercĂcio de funções que exigem o desempenho habitual de atividades de representação institucional”.
Alcolumbre tambĂ©m autorizou um reajuste de 22,19% no auxĂlio-alimentação dos funcionários do Senado, que eleva o valor para R$ 1,78 mil a partir de março, contra R$ 1,46 mil atĂ© fevereiro. Essa quantia passará a ser a mesma que Ă© recebida pelos funcionários do Tribunal de Contas da UniĂŁo (TCU), em atendimento a uma reivindicação dos servidores do Senado.

De acordo com Alison Souza, presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da UniĂŁo (Sindilegis), a Câmara dos Deputados tambĂ©m deverá promover um reajuste similar no benefĂcio. O tema deve ser discutido com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reuniĂŁo da Mesa Diretora marcada para 11 de março.Â
O vale-alimentação dos servidores da Câmara é atualmente de R$ 1,39 mil.
Desde que reassumiu a presidĂŞncia do Senado, em 1Âş de fevereiro, Davi Alcolumbre convocou apenas uma sessĂŁo com votação de projetos. O nĂşmero Ă© bem abaixo das seis realizadas no perĂodo prĂ©-Carnaval de 2019, quando ele assumiu o comando da Casa pela primeira vez.Â

Em 2020, durante seu segundo mandato Ă frente do Senado e com o inĂcio da pandemia, Alcolumbre convocou quatro sessões deliberativas antes do feriado. O Senado, apesar de iniciar os trabalhos em fevereiro, tem uma tradição de esvaziamento nas semanas que antecedem o Carnaval, com uma mĂ©dia de cinco sessões nesse perĂodo, conforme levantamento realizado pelo portal Poder360.Â
A análise dos Ăşltimos 15 anos mostra que algumas gestões anteriores convocaram mais sessões nesse perĂodo. JosĂ© Sarney (MDB) chegou a convocar 11 sessões em 2011, enquanto EunĂcio Oliveira (MDB-CE) fez nove sessões no mesmo perĂodo em 2017. Outros ex-presidentes, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tambĂ©m convocaram mais sessões em seus segundos anos de mandato.
Na única sessão convocada por Alcolumbre em 2025, foram discutidos temas como o projeto sobre restantes a pagar pendentes. O presidente do Senado justificou o baixo número de sessões pela sua dedicação à resolução de questões administrativas da Casa. Nos bastidores da Casa Alta, circula a informação de que ele está focado na liberação de emendas parlamentares para impulsionar o trabalho legislativo.
Fonte: revistaoeste




