Um acordo de cooperação tĂ©cnica entre o (IBGE) e o (Serpro) abre margem para a comercialização de informações estatĂsticas e o possĂvel vazamento de dados pessoais e empresariais coletados pelo instituto, segundo servidores.Â
Os funcionários disseram, de acordo com informações obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo, que os dados deveriam ser usados exclusivamente para atender ao interesse público. Assim, o acordo com o Serpro começou uma nova crise no IBGE.
“O risco de disponibilização de dados estratĂ©gicos a uma fundação privada ou a outras empresas compromete nĂŁo apenas a autonomia do IBGE, mas a credibilidade das informações que embasam polĂticas pĂşblicas”, escreveram servidores em uma carta que circula pelo .

Nem Marcio Pochmann, presidente do IBGE, nem sua assessoria se pronunciaram sobre o assunto.
Embora o acordo tenha sido assinado em abril passado, foi somente agora que os funcionários tiveram acesso ao conteĂşdo do documento, que se tornou um novo capĂtulo na crise entre os servidores do IBGE e o presidente Marcio Pochmann. Esse conflito se arrasta desde setembro passado.
O documento menciona o termo “dados pessoais” 36 vezes, mas nĂŁo esclarece como a parceria lidará com dados sensĂveis para prevenir vazamentos, embora afirme que o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) Ă© um requisito entre as partes.
Como este cara nĂŁo caiu ainda????
O maluco conseguiu gerar revolta em mais de 150 chefes do IBGE e uma cacetada de funcionários.
Inacreditável. pic.twitter.com/kFWrl5to7u
— Felipe Tadewald (@FelipeTadewald) January 31, 2025
AlĂ©m disso, os servidores dizem que o texto abre margem para a comercialização de informações estatĂsticas levantadas com esses dados. O objetivo geral da parceria, segundo o documento, “é a coleta de subsĂdios tĂ©cnicos e a junção de esforços para fins de avaliação da viabilidade tĂ©cnica e comercial de oportunidades de negĂłcios”.
“Isso significa que informações estatĂsticas oficiais podem ser exploradas comercialmente, contrariando o princĂpio de que os dados do IBGE devem servir exclusivamente ao interesse pĂşblico”, disseram os servidores na carta.Â
Eles também criticam novamente o fato de Pochmann não ter consultado a área técnica antes de tomar uma decisão de tamanha relevância pública, algo que já ocorreu anteriormente no caso do chamado IBGE Paralelo, fundação que acabou suspensa depois dos protestos de funcionários do órgão sobre o tema.
Fonte: revistaoeste




