No , um Estado que possui a agricultura como um de seus principais pilares econĂ´micos, . A votação ocorreu em 22 de abril, cerca de cinco dias depois de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadirem uma fazenda no municĂpio de SĂŁo Mateus.
Mesmo com uma ordem judicial para a reintegração de posse do terreno, emitida em 17 de abril, a “ocupação” só acabou em 30 de abril, totalizando 14 dias. Em suas redes sociais, o grupo invasor alegou que os militantes conseguiram mostrar que a propriedade era improdutiva.
Mesmo não sendo o caso da propriedade, . Ou seja: quando há invasões de terras nas zonas rurais do ES, os militantes do MST prejudicam tanto o sustento dos produtores e funcionários quanto a tranquilidade em lares.
O assunto chamou atenção da e do presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos), que determinou a análise da matéria diante da situação em São Mateus. A proposta foi apoiada pela maioria da Ales — dos 30 parlamentares, apenas três se posicionaram contra a aprovação do PL 166/2023, de autoria do deputado .
Na sessão extraordinária que definiu a votação, Polese argumentou que as sanções são necessárias para descobrir quem apoia e financia as invasões do MST no Estado, o que possibilita medidas legais e resulta na diminuição desses episódios.
Em entrevista a , ele se mostrou satisfeito pela aprovação do projeto e afirmou que as medidas refletem o pensamento do povo capixaba: “É necessário defender os produtores rurais e lutar contra o MST”. Agora, o projeto depende da aprovação do governador Renato Casagrande (PSB), historicamente alinhado à esquerda.
A ideia do PL surgiu depois da invasĂŁo do MST a umafazenda em Aracruz, em abril de 2023, onde estive pessoalmente e cheguei a ser agredido. Os militantes me reconheceram e depredaram meu carro. Sou agricultor, venho de uma famĂlia de agricultores e conhecemos bem a forma que o MST age: de invadir e roubar propriedade privada. Desde que tomei posse como deputado, ocorrem mais de trĂŞs “ocupações”. Conseguimos protocolar a urgĂŞncia da proposta depois de uma invasĂŁo em Mimoso do Sul, no inĂcio deste ano. PorĂ©m, conforme outras invasões foram acontecendo, a Assembleia Legislativa passou a reconhecer a necessidade de dar uma resposta aos produtores rurais.
O projeto muda a gama de estĂmulos que esses criminosos tĂŞm. A partir do momento que o invasor Ă© flagrado e catalogado, ele passa a responder por um processo que, no fim da linha, vai levá-lo a nĂŁo receber auxĂlios sociais e programas do governo. TambĂ©m nĂŁo vai poder participar de convĂŞnios, concursos, contratos ou licitações. NĂŁo vai poder mais ocupar cargos comissionados no poder pĂşblico. Em todas as invasões que fui, quem coordenava eram assessores polĂticos.
NĂŁo foi possĂvel incluir pena de cadeia, pois Ă© uma legislação penal. SĂł BrasĂlia pode atuar nesse caso. Visamos a sanções administrativas, que Ă© onde podemos atuar. Meu sonho Ă© criar uma lei para que esses criminosos sejam punidos com prisĂŁo. Contudo, nĂŁo consigo fazer isso enquanto deputado estadual.
Infelizmente, sabemos que o Casagrande nĂŁo irá agir. PorĂ©m, o que pode ajudar Ă© o governador sancionar a lei e instruir as forças de segurança a cumpri-la. Colocar para fora os invasores. Precisamos muito de ter um governo alinhado com essa pauta. Em SĂŁo Paulo, por exemplo, nĂŁo tem uma lei como essa, mas o TarcĂsio de Freitas atua muito mais. Por lá, as invasões nĂŁo duram nem 24 horas.
Sinto-me honrado pelos membros do grupo terem confiado essa função a mim. O InvasĂŁo Zero já tem muitos adeptos aqui no Estado, e a uniĂŁo entre os produtores auxiliou muito no combate Ă s Ăşltimas invasões do MST. Para podermos avançar na pauta contra um grupo criminoso que invade propriedade, precisamos de coordenação e articulação polĂtica. E ter um um movimento como esse, voltado sĂł para isso, sem dĂşvida irá trazer muitos resultados, como já está trazendo.Â
Fonte: revistaoeste




