O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média equivalente a 2,2 salários mínimos por mês. No período, 1,9 milhão de empresas estavam ativas e pagaram R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, incluindo férias e comissões.
Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento considera atividades como educação, advocacia, imobiliárias, restaurantes, salões de beleza, tecnologia da informação, telecomunicações, transportes, turismo e vigilância. Instituições bancárias não fazem parte da pesquisa.
Em 2024, as empresas pesquisadas registraram R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida e acrescentaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), que reúne o valor dos bens e serviços produzidos no país.
O IBGE alerta que não é possível comparar os resultados com edições anteriores da pesquisa. A série histórica foi interrompida devido a mudanças na metodologia e na forma de obtenção dos dados.
Atividades que mais empregaram
As atividades de alimentação, que incluem restaurantes, bares e bufês, concentraram a maior parcela da mão de obra do setor. Foram 1,9 milhão de trabalhadores, o equivalente a 11,7% dos empregados das empresas de serviços não financeiros.
Na sequência aparecem os serviços técnico-profissionais, com 1,8 milhão de pessoas, ou 11,2% do total. O segmento inclui consultorias em informática, empresas de auditoria, serviços contábeis e escritórios jurídicos.
Confira as dez atividades com maior participação no emprego:
- Atividades de alimentação: 11,7%;
- Serviços técnico-profissionais: 11,2%;
- Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%;
- Transporte rodoviário de cargas: 8,1%;
- Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%;
- Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%;
- Tecnologia da informação: 5,6%;
- Vigilância, segurança e investigação: 4,4%;
- Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%;
- Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%.
Em média, as empresas de serviços não financeiros tinham oito funcionários. Entre os segmentos com maior número médio de trabalhadores estavam o transporte ferroviário e metroferroviário, com 890 empregados, o transporte dutoviário, com 467, e o transporte aéreo, com 234.
Transporte lidera remuneração
O salário médio mensal dos trabalhadores do setor correspondia a 2,2 salários mínimos em 2024. Naquele ano, o salário mínimo nacional era de R$ 1.412.
O transporte dutoviário apresentou a maior remuneração média, de 21,1 salários mínimos. O valor superou em mais de três vezes a média registrada pelo transporte aquaviário, que ficou em 6,9 salários mínimos.
O transporte dutoviário empregava 6,5 mil pessoas em 2024. Segundo o analista da pesquisa, Marcelo Miranda, a elevada remuneração pode estar relacionada à exigência de qualificação técnica e aos riscos envolvidos na atividade.
Já as atividades de alimentação, que lideraram em número de trabalhadores, registraram remuneração média de 1,4 salário mínimo. Nos serviços técnico-profissionais, a média chegou a 2,56 salários mínimos.
As dez atividades com maiores remunerações médias foram:
- Transporte dutoviário: 21,1 salários mínimos;
- Transporte aquaviário: 6,9;
- Transporte aéreo: 6,6;
- Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5;
- Serviços de tecnologia da informação: 5,2;
- Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6;
- Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 3,8;
- Edição e edição integrada à impressão: 3,2;
- Correio e outras atividades de entrega: 3,2;
- Telecomunicações: 3,1.
Impacto na economia
Para Marcelo Miranda, os mais de R$ 2 trilhões adicionados pelo setor de serviços ao PIB reforçam a relevância dessas atividades para a economia brasileira. Naquele período, o PIB do país somava R$ 11,7 trilhões.
“Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando”, afirmou o analista.
Fonte: cenariomt





