A entrada em operação do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, traz o retorno de alguns profissionais da saúde ao estado. Segundo o hospital, a contratação de profissionais será priorizada de forma local e, atualmente, conta com 74% dos profissionais naturais ou formados em Mato Grosso.
A unidade pública é administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein e funciona pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com previsão de reunir cerca de 2 mil profissionais até abril, o hospital já contratou aproximadamente 700 colaboradores e mais de 200 médicos. A direção da unidade informou que a valorização da mão de obra local foi uma diretriz adotada desde o início do processo de implantação.
Atualmente, a equipe reúne profissionais de 22 municípios mato-grossenses. Do total de colaboradores já contratados, 74% são do estado, percentual que tende a aumentar conforme novas equipes médicas forem incorporadas ao quadro.
De acordo com a direção do Hospital Central, o projeto tem atraído profissionais mato-grossenses que atuavam fora do estado e que demonstram interesse em trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro de um modelo de gestão considerado mais estruturado. Entre eles, estão quatro médicos.
O Hospital Central será a primeira unidade de Mato Grosso a operar pelo SUS com o modelo de gestão adotado pelo Einstein, considerado o melhor hospital da América Latina e o 22º do mundo, segundo ranking da revista Newsweek. A estrutura deve incluir uso de tecnologia, protocolos clínicos baseados em evidências, indicadores de qualidade e foco na segurança do paciente.
Quais áreas devem ser atendidas?
Além de profissionais mato-grossenses, a unidade também tem atraído especialistas de outros estados. Neste primeiro momento, os atendimentos começaram nas áreas de cirurgia pediátrica, ortopedia e urologia.
A previsão é de que, até abril, o hospital esteja em funcionamento pleno, com dez especialidades ativas e cerca de 2 mil profissionais em atuação.
O Hospital Israelita Albert Einstein atua há mais de duas décadas em projetos voltados ao fortalecimento do SUS e atualmente administra 35 unidades públicas em parceria com estados e municípios.
A organização também desenvolve iniciativas no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), com foco na qualificação da rede pública de saúde.
Fonte: primeirapagina






