A reportagem apurou que participam da reunião vereadores da base e da oposição. Desde o vazamento dos áudios, os parlamentares estão imbuídos na missão de descobrir quem foi o “traidor”. O clima é tenso no encontro.
Os áudios divulgados envolvem os vereadores Jefferson Siqueira (PSD) e Demilson Nogueira (PP). Em uma das gravações, Jefferson admite que houve um “acordo” entre os parlamentares em torno do projeto que permite a conversão de 30 dias de férias em abono pecuniário. Já Demilson faz críticas à cobertura da imprensa local e sugeriu reação articulada dos colegas diante do que classificou como ataques ao Legislativo.
A ideia é agora é apertar para saber quem é o parlamentar que expôs os colegas. Depois da exposição, 10 vereadores deixaram o grupo. Em entrevista ontem à Rádio Cultura, Ilde afirmou que esse tipo de exposição gera “quebra de confiança” entre os pares.
“Provocou descontentamento, desconfiança. O grupo perdeu um pouco da confiança de você debater ali as suas opiniões. Vários vereadores saíram do grupo. Isso já é público. Eu acho que vai levar um tempo para a gente reverter isso”, afirmou.
A polêmica teve como estopim a repercussão de uma discussão envolvendo a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), e a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), além da divulgação de informações relacionadas ao projeto que permite a conversão de férias em dinheiro, tema que ganhou grande repercussão após a exposição dos valores recebidos por parlamentares.
Fonte: Olhar Direto






