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Vandalismo em Várzea Grande: Pivetta denuncia 200 hidrômetros arrancados em vídeo

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2026

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que 200 hidrômetros foram arrancados em Várzea Grande na semana passada e classificou os episódios como “ataques criminosos” contra o sistema de abastecimento. Em entrevista nesta quarta-feira (21), ele disse que os danos não vão interromper as intervenções do governo estadual no município, que enfrenta problemas históricos na distribuição de água.

“Semana passada, arrancaram lá 200 hidrômetros”, declarou. “Mas, se pensam que vão nos parar, isso é que nos estimula a pular mais para dentro ainda.”

Pivetta não identificou os responsáveis, os bairros atingidos ou a motivação das ações. Também não detalhou se houve prisões ou registro de ocorrência sobre os 200 equipamentos mencionados.

O relato se soma a outros episódios de furtos e danos à estrutura de abastecimento. No último dia 2 de outubro, a própria Prefeitura de Várzea Grande divulgou ocorrências envolvendo hidrômetros na região do Gilson de Barros e em outros pontos da área central. Segundo o município, parte dos equipamentos foi retirada e outros acabaram danificados e abandonados, provocando vazamentos e desperdício de água. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas.

Suspeitas de boicote

As denúncias de ataques ao sistema não são recentes. Em janeiro de 2025, no início da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), danos à rede do residencial Santa Bárbara motivaram um boletim de ocorrência. À época, foram relatados destruição de tubulações, desvio de água e uso de cola em cadeados para impedir o acesso de funcionários às instalações.

No mês seguinte, o então governador Mauro Mendes cobrou prioridade da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil nas investigações sobre uma possível sabotagem ao abastecimento. A medida ocorreu após Moretti relatar furtos de cabos, equipamentos e atos de vandalismo contra o Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Não foram localizadas, nas publicações consultadas, informações sobre a conclusão dessas apurações ou a comprovação de um boicote organizado. Os registros de danos e furtos, por si só, não esclarecem se os episódios têm relação entre si ou motivação política.

Problema antigo

A dificuldade para fazer a água chegar às torneiras também atravessa gestões municipais e não se resume às suspeitas de ação criminosa. Em junho de 2024, ainda na administração anterior, o DAE anunciou um mutirão no bairro Paiaguás para reparar vazamentos que prejudicavam o abastecimento. Na ocasião, a autarquia informou que o aumento do volume de água após a inauguração da estação da Barra do Pari/Chapéu do Sol havia provocado rompimentos na tubulação.

Agora, Pivetta afirma que as ações da Aliança pela Água já ampliaram em 40% o volume colocado no sistema de Várzea Grande, principalmente com a reativação e a perfuração de poços. O governador mencionou gasto de aproximadamente R$ 2 milhões nas intervenções, mas reconheceu que a distribuição continua sendo o principal entrave.

“O problema maior de Várzea Grande é a distribuição”, afirmou.

Segundo ele, materiais e equipamentos importados começaram a chegar para uma nova etapa dos trabalhos, que deve incluir intervenções nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) e obras de maior porte. O aumento informado no volume disponível no sistema, no entanto, não equivale necessariamente à regularização do fornecimento nas casas.

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Fonte: leiagora

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