Nem todo atraso na fala ou interesse intenso por determinado assunto significa que uma criança tenha autismo, TDAH ou outro transtorno do neurodesenvolvimento. O que pode indicar a necessidade de avaliação é a combinação de diferentes sinais e, principalmente, o impacto deles na comunicação, na interação social e na rotina.
O desenvolvimento infantil acontece em ritmos diferentes, mas alguns marcos ajudam pais e responsáveis a perceber quando algo merece atenção. Nos primeiros meses, por exemplo, o bebê começa a reagir aos sons, sorrir socialmente e balbuciar. Entre 9 e 12 meses, é esperado que passe a responder ao próprio nome, compreender palavras simples, utilizar gestos e dizer algumas palavras com significado.
Por volta dos 18 aos 24 meses, o vocabulário costuma aumentar e começam a surgir combinações de duas palavras. Aos 3 anos, a criança geralmente já consegue formar frases mais completas e ser compreendida pela maioria das pessoas.
Para a fonoaudióloga Rosana Mara C. Costa Amorim, da Clínica Multidisciplinar da Unimed Cuiabá, a avaliação não deve considerar apenas a quantidade de palavras que a criança fala.
Fonte: Olhar Direto





