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Tóquio multará quem jogar lixo nas ruas de Shibuya: saiba as novas regras

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2026

“Quem joga lixo, perde dinheiro”, é o que diz o slogan da campanha japonesa contra o descarte de lixo nas ruas. Aqueles que forem flagrados jogando lixo no chão em Shibuya, a região mais turística de Tóquio, vão ter que arcar com uma multa de 2 mil ienes, equivalente a cerca de R$ 65. A punição é imediata e pode ser paga em dinheiro, cartão ou através de QR code.

Autoridades japonesas prometem colocar até 50 agentes nas ruas para fazer a fiscalização do descarte de lixo e aplicar multas. Em alguns distritos, inclusive, até as lojas que não disponibilizarem lixeiras também serão multadas.

Shibuya é uma área movimentada, que interessa especialmente aos turistas por abrigar a Shibuya Crossing: a travessia de pedestres mais movimentada do mundo, e um dos pontos mais característicos da cidade. Nos horários de pico, estima-se que mais de 3 mil pessoas atravessem a rua em uma única luz verde.

As cidades japonesas não costumam ter muitas lixeiras espalhadas pela rua, principalmente por uma preocupação com ataques terroristas que podem usar as estruturas como esconderijo para explosivos. Mas essa prevenção causa problemas relacionados à limpeza da cidade, outra preocupação cara ao país. A questão não passa despercebida aos visitantes: em enquetes, costuma ser comum apontar a falta de lixeiras públicas como um dos maiores inconvenientes na viagem.

O boom turístico

Em 2025, o Japão bateu recorde de visitantes: foram 42,7 milhões de pessoas, mantendo uma crescente após a pandemia, impulsionada pelo sucesso do país nas redes sociais, pela isenção do visto de turismo no caso de brasileiros e pela desvalorização do iene, que tem tornado o destino relativamente barato para visitantes de lugares com moedas mais fortes.

No entanto, esse intenso fluxo de visitantes vem causando atritos com a comunidade local. O aumento massivo de pessoas está sobrecarregando a infraestrutura das cidades, causando problemas de trânsito e descarte de lixo, e perturbando o dia a dia dos moradores.

O governo japonês vem, inclusive, criando medidas para afastar os turistas e combater a superlotação em suas cidades e outros pontos icônicos como o Monte Fuji. Entre elas estão o aumento de multas e a criação de aplicativos de controle de multidões, que fornecem atualização em tempo real sobre o nível de lotação em diferentes áreas da cidade ao longo do dia.

A Shibuya Crossing 

A cada sinal verde na Shibuya Crossing, entre mil e 3 mil pessoas cruzam a rua simultaneamente. O caos organizado do cruzamento só funciona graças a um esquema de semáforos sincronizados, que permite que os pedestres circulem em todas as direções a cada 2 minutos.

A Shibuya Crossing é um dos locais mais conhecidos de Tóquio e sua imagem já circulou o mundo através de revistas e blogs. Também já foi cenário de filmes conhecidos como o premiado Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola, e Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), terceiro filme da franquia, dirigido por Justin Lin.

O cruzamento fica ao lado da Estação Shibuya, que conecta linhas de trem e metrô, e é uma parada importante entre Tóquio e a cidade vizinha Yokohama. Para além de sua importância logística, a estação ficou conhecida pela história de Hachiko, o cão akita que inspirou o filme Sempre ao Seu Lado, de 2009.

O akita caminhava até a estação todos os dias para encontrar seu tutor, que voltava do trabalho. Quando ele não voltou (o dono de Hachiko morreu inesperadamente), o cão manteve essa rotina por quase 10 anos, mesmo sendo adotado por outra família. Sua história se tornou símbolo de lealdade e perseverança, valores muito importantes na cultura japonesa. Hachiko hoje é eternizado em uma estátua de bronze na estação.

Fonte: viagemeturismo

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