Christinny dos Santos
Única News
Em apenas dois meses, as mortes confirmadas por chikungunya chegaram a 21, nesta quinta-feria (27), e já atingiram 100% do total registrado durante todo o ano de 2024, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT). Além dos óbitos confirmados, outros 10 ainda estão em investigação, totalizando 31.
Ao considerar as 31 mortes, ou seja, os óbitos confirmados somados àqueles que cuja suspeita é que tenham ocorrido devido à arbovirose, mas ainda são investigados, o percentual ultrapassa 114%. Isto considerando que nos 12 meses de 2024 foram confirmadas 21 mortes e, por razão não informada, suspeita-se que outras 6 pessoas também tenham morrido em decorrência da doença, mas não foi possível confirmar.
Conforme os dados mais recentes divulgados pela Ses-MT, foram registrados 17.324 casos de chikungunya no Estado. Destes, 13.885 já foram confirmados em 57 dias. Mais de 243 casos por dia, em média simples, e aproximadamente uma morte a cada 448 pessoas infectadas — considerando o número total de óbitos.
As mortes 21 mortes confirmadas por chikungunya neste ano foram nos municípios de Chapada dos Guimarães (01), Cláudia (02), Cuiabá (10), Dom Aquino (01), Jaciara (01), Rondonópolis (01), Sinop (01) e Várzea Grande (03). Os outros dez são investigados em Cuiabá (07), Pontes e Lacerda (01), Rosário Oeste(01) e Nossa Senhora do Livramento (01).
Rondonópolis é o município com maior número de casos confirmados da chikungunya, sendo 4.675. A taxa de incidência, ou seja, aquele com maior frequência de novos casos, porém, é de 429,16, e está ‘na média’ registrada entre as demais cidades. Logo atrás, ainda no ranking de número e casos, está Cuiabá, com 3.425. Apesar disso, o índice de contaminação é de 92,95, isto porque a Capital é mais populosa.
Apesar do baixo índice de contaminação proporcional, o número de óbitos preocupa na Capital. Até o momento, foram registrados 18, entre casos confirmados e em investigação. O segundo município com maior número de mortes é Várzea Grande, com três casos.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou que as projeções dos casos de arboviroses, em especial a chikungunya, ainda não chegaram ao pico no estado e encaminhou, nessa quarta-feria (26), às autoridades competentes uma proposta para a criação de centros de triagem 24 horas. O “auge” da doença deve ocorrer entre março e abril, preveem os profissionais da saúde.
A proposta foi encaminhada a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) e Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT) e está sob análise.
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Fonte: unicanews