Via @cnnbrasil | O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou o processo de queixa-crime, apresentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL), por calúnia e difamação.
Em dezembro, a Primeira Turma da Corte votou – em unanimidade – a favor de um relatĂłrio do ministro Luiz Fux, que considerou ser “inequĂvoco” que Erika Hilton está protegida pela imunidade parlamentar.
O processo entĂŁo esgotou a possibilidade de recursos e foi arquivado. Ele tramitava na Corte desde agosto, quando Michelle abriu ação contra a deputada, alegando que ela cometeu calĂşnia e difamação ao criticar, em publicação no X, uma homenagem feita Ă Michelle pela Prefeitura de SĂŁo Paulo, com a entrega do tĂtulo de cidadĂŁ paulistana, em março daquele ano.Â
Hilton publicou: “nĂŁo dá nem para homenagear Michelle Bolsonaro por nunca ter sumido com o cachorro de outra famĂlia porque literalmente atĂ© isso ela fez”.Â
O comentário da deputada remete a um episĂłdio de 2020, quando Michelle adotou um cachorro que, segundo ela, foi encontrado por um funcionário nos fundos do Palácio do Planalto. No entanto, foi descoberto mais tarde que o cĂŁo já tinha dono, e ele foi devolvido.Â
No processo, a defesa de Michelle diz que Hilton utilizou o caso para “insinuar má-fé” na conduta da ex-primeira-dama, que pediu uma indenização de R$ 15 mil.Â
Em relatĂłrio, Luiz Fux afirma que a publicação está “diretamente ligada ao exercĂcio do mandato parlamentar”, o que caracteriza proteção pela imunidade parlamentar.Â
A imunidade parlamentar Ă© uma espĂ©cie de direito especial que deputados e senadores possuem para que o mandato seja exercido de forma livre e sem perseguições polĂticas. Com isso, congressistas nĂŁo podem ser presos ou responsabilizados por opiniões, palavras e votos.
Gabriela Boechat
Fonte:Â @cnnbrasil






