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Sinop debate mercado de florestas plantadas e sustentabilidade até 2025

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O mercado de floresta plantada foi o foco da sexta edição do Florestar 2025, realizada nesta quinta-feira (28) em Sinop (480 km de Cuiabá). Promovido pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o evento se consolidou como espaço de referência para discutir boas práticas, políticas públicas, inovações e perspectivas do setor.

Com nove palestras na programação, o encontro reuniu mais de 250 participantes, incluindo produtores, pesquisadores, empresários e representantes de instituições públicas e privadas. O objetivo foi ampliar o diálogo sobre o desenvolvimento sustentável da cadeia florestal, considerada estratégica para a diversificação econômica do estado.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Linacis Silva Vogel Lisboa, destacou a compatibilidade entre a consolidação do setor florestal, a produção de alimentos e a conservação ambiental.

“Mato Grosso hoje é um destaque na produção de alimentos e é possível conciliar isso com a conservação. O setor florestal tem sido estimulado pela Sedec e acreditamos que o diálogo em um evento como esse vai contribuir com o desenvolvimento da floresta plantada no nosso Estado, fortalecendo também a economia e a sustentabilidade regional”, afirmou.

O presidente da Arefloresta, Clair Bariviera, ressaltou na abertura do evento a importância do encontro como espaço de integração e fortalecimento da cadeia florestal.

“Esse é um espaço de inovação, conhecimento técnico e táticas que fortalecem a nossa cadeia produtiva. O setor só avança com a união e a colaboração de produtores, pesquisadores, estudantes e profissionais. Mais do que ouvir, é hora de participar ativamente, trocar experiências e construir juntos o futuro das florestas plantadas”, disse.

O plantio de florestas contribui diretamente para a sustentabilidade ao reduzir a pressão sobre áreas nativas, colaborar com a captura de carbono e gerar renda e empregos no campo. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o estado possui cerca de 129 mil hectares de eucalipto e 68 mil hectares de teca cultivados. Apenas em 2022, o setor de base florestal recolheu R$ 66,2 milhões em impostos estaduais.

O interesse de novas empresas pelo mercado mato-grossense também foi destacado. Bruna Satomi Nagata, sócia-proprietária da NG Mudas de Eucalipto, empresa paulista em fase de implantação no estado, avaliou a importância do evento.

“Esse é um campo muito promissor e um evento como esse é essencial para fazer networking, trocar informações e conhecer as possibilidades dentro do setor em Mato Grosso”, declarou.

A crescente demanda por biomassa também amplia as perspectivas de crescimento. Para o gerente executivo de Biomassa da FS Florestal, Leonardo Pacheco, o Florestar oferece uma oportunidade de alinhamento de mercado.

“Para nós esse tipo de evento é excelente. Promove a troca de informações e conhecimento, conseguimos entender o que o mercado está pensando e fazer uma atualização de mercado”, disse.

Durante a palestra em que apresentou medidas do governo para o desenvolvimento do setor, Linacis reforçou o potencial de expansão.

“Nós queremos agora posicionar Mato Grosso como o novo polo florestal do Brasil. Isso se dá porque nós temos um grande mercado para atender com a entrada de novas indústrias do mercado de etanol no nosso Estado. Então, é preciso investimento florestal acontecendo hoje para suprir a demanda que virá nos próximos anos.”

Fonte: hnt

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