A morte do influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, em decorrência de um infarto fulminante, no começo de fevereiro, trouxe novamente aos holofotes o debate sobre o sinal de Frank.
Caracterizado por uma dobra diagonal no lóbulo da orelha, esse sinal clínico tem sido associado por especialistas a um maior risco de doenças nas artérias coronárias, embora os médicos enfatizem que a marca em si não é uma doença nem a causa direta de ataques cardíacos, funcionando apenas como um possível alerta visual.
Descrito originalmente na década de 1970, o sinal de Frank é interpretado pela medicina como uma associação estatística e não uma relação de causa e efeito.
Segundo cardiologistas, a presença dessa prega em pessoas acima dos 40 anos pode indicar alterações nos microvasos e nas fibras de colágeno da orelha, o que muitas vezes reflete o envelhecimento precoce dos vasos sanguíneos em todo o corpo.
Esse processo está ligado à aterosclerose, que nada mais é do que o acúmulo de placas de gordura nas artérias, acelerado por fatores como pressão alta, diabetes, tabagismo e colesterol elevado.
Apesar de ser considerado um marcador de risco cardiovascular, ter o sinal de Frank não é um veredito de que o indivíduo sofrerá um infarto, da mesma forma que sua ausência não garante imunidade a problemas cardíacos.
Especialistas reforçam que o infarto é um desfecho complexo, resultante da combinação de genética, estilo de vida e falta de acompanhamento médico.
Como as doenças do coração costumam evoluir de forma silenciosa e sem sintomas aparentes por anos, a principal recomendação é manter exames preventivos em dia e controlar os fatores de risco conhecidos.
Fonte: primeirapagina






