O Senado Federal aprovou por unanimidade o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia nesta quarta-feira (4).
O tratado prevê que o Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, eliminará tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia zerará tarifas sobre 95% dos bens do bloco sul-americano em até 12 anos.
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026, que oficializa o acordo, ainda será promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), marcando a conclusão da internalização do pacto pelo Brasil.
O acordo cria a maior zona de livre comércio global, abrangendo mais de 720 milhões de pessoas.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que o tratado pode aumentar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e diversificar a presença do país no mercado internacional, beneficiando a indústria nacional. Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo anteriormente.
Na União Europeia, o Parlamento solicitou uma avaliação jurídica do tratado, mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a aplicação provisória do acordo começará em maio, mesmo com a pendência do parecer judicial.
O acordo recebe apoio de países como Alemanha e Espanha, enquanto enfrenta resistência da França, preocupada com a concorrência no setor agropecuário.
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Fonte: cenariomt






