A definição sobre a segunda candidatura ao Senado pelo grupo, que já tem como nome o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), ainda está em discussão entre os partidos aliados. Segundo Rosa Neide, as conversas ocorrem quase diariamente e envolvem a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), além de legendas próximas, como PSB e PSD.
“Nós estamos reunidos praticamente todos os dias para essa discussão. O ex-senador Pedro Taques é candidato pelo PSB, o PSB é um partido aliado, inclusive atualmente é o partido do vice-presidente da República. Então ele está fazendo a discussão pelo presidente Lula e quem é aliado estará no palanque do presidente Lula”, afirmou.
Apesar disso, a petista ressaltou que a presença de Taques em um eventual palanque nacional de apoio a Lula não implica automaticamente em participação na chapa majoritária da federação no estado.
“Agora, se vai haver outro nome na parceria com o senador Fávaro, a gente ainda está fazendo essa discussão para entender se isso é necessário. Nós estamos discutindo a federação mais o PSB, mais o PSD, nós temos candidatura ao governo do estado, então são todos esses atores juntos”, explicou.
Nos bastidores, Taques chegou a se colocar como opção para disputar a segunda vaga ao Senado dentro do campo da esquerda. No entanto, a possibilidade enfrenta resistências, especialmente por parte do próprio Fávaro e de lideranças do PT, em razão de divergências políticas do passado entre os dois.
Rosa Neide afirmou que, até o momento, não há veto formal dentro da federação, mas que a composição final dependerá de análises políticas e de pesquisas eleitorais realizadas no estado.
“Enquanto federação não há rejeição. A orientação nacional é que a gente siga os nossos partidos: quem estiver apoiando o projeto nacional onde o candidato a presidente é o presidente Lula estará conosco. A discussão é qual é a melhor composição”, disse.
Ela explicou que a definição das candidaturas majoritárias leva em conta dados de pesquisas e avaliações políticas feitas de forma contínua pela aliança. Segundo a petista, os números ajudam a orientar as decisões sobre quais nomes terão maior competitividade eleitoral.
“Depois de pesquisa, nós temos pesquisa diária no estado de Mato Grosso, a gente vai olhando cada resultado, o que a população quer e como é que a federação deve se conformar”, destacou.
Outro nome que também aparece nas discussões internas é o da ex-vereadora Edna Sampaio (PT), que chegou a ser cogitada como alternativa para compor a disputa ao Senado. Contudo, Rosa Neide afirma que nenhuma definição foi tomada até agora.
Ela acrescentou ainda que a estratégia da aliança pode incluir diferentes arranjos eleitorais, já que a legislação permite que partidos aliados lancem candidaturas próprias ao Senado, mesmo apoiando o mesmo projeto presidencial.
“O Senado é independente também. Você pode ter dois candidatos pela federação, um candidato pela federação ou até candidaturas de partidos aliados que apoiem o mesmo projeto nacional. O importante é que todos estejam juntos no apoio à reeleição do presidente Lula”, ressaltou.
Fonte: Olhar Direto






