O Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC) foi fechado ao público, nesta segunda-feira (9), por tempo indeterminado. A medida foi tomada pela Prefeitura de Cuiabá após registros de desabamentos em um imóvel vizinho localizado na região central da capital.
A decisão partiu de uma recomendação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prédio que abriga o museu fica na Rua 7 de Setembro, nas proximidades do antigo imóvel da Gráfica Pepe, onde ocorreram os desabamentos que motivaram a interdição preventiva do espaço cultural.
De acordo com documento assinado pela superintendente do Iphan em Mato Grosso, Ana Joaquina da Cruz Oliveira, a recomendação foi baseada em vistorias técnicas realizadas em conjunto com a Defesa Civil e a Diretoria do Centro Histórico. O relatório aponta risco iminente de desmoronamento de remanescentes arquitetônicos do imóvel vizinho ao museu.
A retomada das atividades dependerá dos laudos técnicos do Iphan e da Defesa Civil e da adoção de medidas que garantam a segurança no local. Em entrevista ao Primeira Página, Ana Joaquina contou que há uma preocupação recorrente com o estado de conservação de imóveis no centro, especialmente durante o período chuvoso.
“A gente vê com preocupação, principalmente neste período chuvoso e com as mudanças climáticas, que tornam essas chuvas muito mais intensas”, afirmou a superintendente.
No caso específico do museu, ela explica que o risco está diretamente relacionado ao imóvel vizinho, que há anos apresenta problemas estruturais.
“A situação do MISC está ligada à antiga Gráfica Pepe. O lote do museu é vizinho ao lote da gráfica, e esses imóveis normalmente têm paredes compartilhadas. Quando ocorre um sinistro em um deles, o risco de atingir o imóvel ao lado é muito grande”, explicou.
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Veja a situação do entorno do MISC
A superintendente informou ainda que o órgão prepara uma nova série de vistorias conjuntas para identificar imóveis com maior risco estrutural na região.
“A gente está para iniciar agora uma série de ações de vistoria conjunta nos principais imóveis que enxergamos como de risco, principalmente os que estão escorados ou já estão sem telhado”, disse.
Abandono no Centro
O episódio também reacende o debate sobre o abandono de imóveis históricos no Centro de Cuiabá. Para a superintendente do Iphan, ações pontuais de restauração não são suficientes para garantir a preservação desses espaços ao longo do tempo.
“A restauração por si só não resolve todos os problemas. A gente precisa restaurar, mas também ocupar esses imóveis. Se você restaura e não ocupa, eles acabam voltando à mesma situação alguns anos depois. Infelizmente não existe uma solução rápida, então seguimos tentando mitigar os riscos e identificar os imóveis com risco mais iminente de desabamento”, concluiu a representante do Iphan.
Um servidor que já atuou no museu e preferiu não se identificar contou que os problemas estruturais e a falta de planejamento para manutenção do espaço são antigos.
“O que eu posso assegurar é que o cenário sobre a questão de segurança é de descaso total. Não existe um plano que garanta a segurança de quem está ali dentro em relação a um possível desmoronamento, que inclusive era previsível”, disse o servidor.
Segundo ele, o prédio vizinho ao museu já vinha apresentando sinais de comprometimento estrutural e havia recebido apenas escoramentos como medida emergencial.
“A única medida que foi tomada foi fazer o escoramento. Na minha avaliação, isso apenas adia o desmoronamento do prédio, que na época de chuva pode ser inevitável”, contou.
O MISC chegou a passar por reforma ainda em 2018 a partir do programa ‘Agora é Avançar’, do Governo Federal. Na época foram investidos cerca de R$ 732 mil na obra.
O espaço reúne um dos principais acervos audiovisuais sobre a história da capital mato-grossense, com fotografias, filmes e registros históricos da cidade. Ainda não há previsão para a reabertura do espaço.
Fonte: primeirapagina






