O Tribunal do Júri de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) julga na próxima terça-feira (26), a partir das 8h, Djavanderson de Oliveira de Araújo. Ele é acusado de atear fogo e matar a ex-namorada, Juliana Valdivino da Silva, em 9 de setembro de 2024
O adiamento ocorreu em razão da impossibilidade de participação da advogada de defesa do réu, que apresentou atestado médico. A decisão visa assegura o pleno exercício do direito de defesa e a regularidade dos atos processuais.O julgamento será presidido pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.
O julgamento estava inicialmente previsto para esta quinta-feira (21), mas foi redesignado após um pedido da defesa do réu. Na ocasião, o Judiciário acolheu o parecer do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reagendou os trabalhos para a semana seguinte.
Segundo a denúncia do MPMT, o acusado cometeu o crime motivado pela inconformidade com o fim do relacionamento de três anos. Na época, o casal estava separado há três meses.
No dia do crime, Juliana, que morava no alojamento do frigorífico onde trabalhava, foi até a antiga casa do casal para buscar pertences pessoais. Ela chegou a ser retida no local por Djavanderson e enviou uma mensagem de socorro à mãe, conseguindo sair apenas após a intervenção da familiar.
Horas depois, o acusado comprou etanol em um posto de combustíveis e armou uma emboscada. Ele ligou para a vítima fingindo ter sofrido um acidente e pediu ajuda. Sensibilizada, Juliana retornou ao local. Após uma nova discussão, o homem jogou o combustível na ex-namorada e acendeu o fogo, impossibilitando qualquer defesa.
Ambos sofreram queimaduras, mas o estado de Juliana era gravíssimo. Com lesões de 2º e 3º grau em cerca de 90% do corpo, ela foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu e morreu dias depois.
O acusado foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, em razão do inconformismo com o término do relacionamento, além das qualificadoras de emprego de fogo, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Segundo informações do processo, o réu permanece preso preventivamente enquanto aguarda julgamento.
Fonte: odocumento




