A restauração do Casarão 1958, em Poxoréu (MT), que foi aprovado com a maior pontuação no edital MT Preservar da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), deve começar em maio, após a finalização do projeto executivo da obra.
A informação é do idealizador do projeto, o produtor cultural Éden Costa. Atualmente, a equipe responsável trabalha na fase final de elaboração do projeto executivo para, em seguida, dar início às obras. O projeto é resultado da parceria entre a BenéBel Produções e a Secel-MT.
O imóvel integra o perímetro de tombamento definido pela Portaria 015/2007-SEC-MT, que reconhece as ruas Bahia e Maranhão como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado de Mato Grosso. Construído no final da década de 1950, o casarão carrega parte significativa da memória urbana e social do município.
Após a obra, o espaço deve funcionar como um hub de negócios criativos, reunindo atividades culturais e produção audiovisual em Poxoréu. Segundo a equipe, a previsão é que a restauração seja concluída no segundo semestre de 2026.
O prédio já abrigou atividades comerciais e também foi residência, mas atualmente apresenta danos estruturais causados pelo tempo.
O projeto prevê a restauração completa do imóvel, com recuperação das características originais e adequações para acessibilidade e uso público.
A iniciativa é conduzida pela BenéBel Produções, responsável pela proposta, com acompanhamento técnico do arquiteto Giovani Gabriel.
Histórico
O Casarão 1958 foi erguido pelo garimpeiro Pedro de Souza Milhomem, conhecido como “Pedro Saia Véia”. Sob sua gestão, funcionou como a tradicional Casa Garimpeira, comércio que abastecia a sociedade de Poxoréu com mantimentos, ferramentas, armas e munições, conforme registros históricos.
Posteriormente, a edificação abrigou a Padaria do Osvaldo Preto e, no final da década de 1990 e início dos anos 2000, ficou conhecida como “Bar da Dona Bete”. Elizabete Cândida dos Santos, a Dona Bete, posteriormente comprou o imóvel e passou a utilizá-lo também como residência para seus filhos e netos.
Após a morte de Dona Bete, o casarão entrou em processo de abandono, passando a apresentar diversos problemas estruturais decorrentes da ação do tempo.
Fonte: primeirapagina





