A renda domiciliar per capita no Brasil atingiu R$ 2.316 em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa crescimento em relação a 2024, quando o rendimento médio foi de R$ 2.069. O avanço também supera os valores registrados em 2023 (R$ 1.893) e em 2022 (R$ 1.625).
Entre as unidades da federação, a renda apresentou forte variação. O menor valor foi registrado no Maranhão, com R$ 1.219, enquanto o maior ocorreu no Distrito Federal, que alcançou R$ 4.538. Ao todo, nove estados e o DF ficaram acima da média nacional.
Após o Distrito Federal, os maiores rendimentos foram observados em São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839), Santa Catarina (R$ 2.809), Rio de Janeiro (R$ 2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).
Os dados são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que define critérios para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e orienta os repasses de informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo dos fatores de distribuição.
O indicador é calculado pela razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais e o número de moradores. Entram no cálculo os rendimentos de trabalho e de outras fontes, considerando todos os residentes, inclusive pensionistas, empregados domésticos e seus familiares.
Os valores refletem os rendimentos brutos efetivamente recebidos no mês de referência e consolidam informações das primeiras visitas realizadas pela PNAD Contínua ao longo dos quatro trimestres de 2025.
A pesquisa, realizada desde 2012, acompanha a evolução do mercado de trabalho e outros indicadores socioeconômicos. Entre 2020 e 2021, a coleta foi impactada pela pandemia de covid-19, o que reduziu a taxa de aproveitamento das entrevistas. Nesse período, o IBGE adotou a quinta visita aos domicílios como base alternativa para o cálculo.
A partir de 2022, o aproveitamento das entrevistas começou a se recuperar, processo consolidado em 2023, quando a metodologia voltou a utilizar a base da primeira visita aos domicílios como referência principal.
Fonte: cenariomt






